Por causa de uma viagem a São Paulo para um evento de pré-campanha presidencial com empresários, em dezembro do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ressarcimento das passagens aéreas que usou. Um mês depois, ao ser questionado por usar dinheiro do Senado para evento eleitoral, ele afirmou que houve um “equívoco” de sua equipe.
Como o ICL Notícias revelou, também a viagem de Flávio Bolsonaro a São Paulo ocorrida em 29 de maio, no dia seguinte à liberação de Daniel Vorcaro da prisão, foi bancada pelo Senado. O próprio presidenciável admitiu o encontro com o dono do Master assim que ele voltou para casa.
A viagem de dezembro teve um custo de R$ 13,6 mil, pago inicialmente com recursos da cota parlamentar, verba que só pode ser utilizada em atividades diretamente ligadas ao exercício do mandato. O próprio senador emitiu os bilhetes e, posteriormente, foi pedido o reembolso ao Senado. A estadia em São Paulo foi entre os dias 11 e 12 de dezembro.
Assim que o caso foi revelado pela imprensa, a assessoria do senador divulgou nota dizendo que a equipe cometeu “equívoco”. “Esse erro já foi corrigido e o Senado será reembolsado pelo parlamentar”, declarou em nota”, dizia o texto.
O encontro em São Paulo ocorreu cerca de uma semana após Flávio Bolsonaro anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República. O objetivo era tentar se aproximar de empresários ligados ao mercado financeiro da capital paulista.
Registros de consulta pública do Senado mostram que as passagens aéreas foram emitidas por Flávio Bolsonaro para o trecho entre Brasília e o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Além do senador, o assessor Fernando Nascimento Pessoa também constava na viagem.
Em um primeiro momento, foram compradas duas passagens de ida e volta, com retorno programado para a noite de 12 de dezembro. Depois, outros dois bilhetes foram adquiridos para antecipar a volta a Brasília para a tarde do mesmo dia.
O principal compromisso da agenda foi um almoço na sede do banco UBS, que reuniu importantes empresários do país. Participaram do encontro nomes como Flávio Rocha, da Riachuelo, Richard Gerdau, ligado ao setor siderúrgico, e o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, além de outros executivos.



