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Fraudes do Master/BRB expõem ministro de Bolsonaro, “CredCesta”, Visa e até F1


João Roma, ex-deputado, ministro da “Cidadania” entre 2021 e 2022, no período de Jair Bolsonaro, é amigo dos círculos baianos de Augusto Lima e foi quem levou o cartão “CredCesta” (operado pela bandeira Visa) para dentro dos programas sociais do governo federal. Roma era um dos fiéis escudeiros de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, de quem se afastou em 2022 porque decidiu disputar com ele a eleição para governador da Bahia. Ambos perderam: o vitorioso foi Jerônimo Rodrigues, do PT.

Sócio de Daniel Vorcaro no Master, em cuja sociedade entrou justamente porque levou para o banco (agora em processo de liquidação extrajudicial) o cartão “CredCesta” com seis milhões de associados, Augusto Lima é amigo de João Roma desde os círculos baianos de operação de poder. Em 2021, Roma usou a caneta de ministro encarregado de administrar programas sociais para incluir o “CredCesta” em diversas rubricas orçamentárias federais que permitiam a servidores da União dispor do cartão que é uma espécie de “vale-refeição com crédito consignado”.

O ato de João Roma decuplicou a base de clientes do Master e os colocou como alvo da oferta de outros investimentos de risco como os famosos (e insustentáveis) CBDs (Certificados de Depósitos Bancários) remunerados a taxa incomuns de 150% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa de curtíssimo prazo que regula os rendimentos de títulos do mercado financeiro).

Em 2022, quando decretos do ministro da Economia de Jair Bolsonaro mandaram às favas os pruridos de responsabilidade fiscal e abriram os cofres do erário para que supostos “programas sociais” criassem linhas de crédito populares e ampliassem limites e endividamento de correntistas das classes C, D e E sem respaldo no sistema de garantias bancárias o Master foi consultado para “avalizar tecnicamente” o sistema que impediria calotes e riscos sistêmicos ao mercado financeiro com o volume crescente de gastos eleitoreiros maquiados como “gastos sociais”. A guerra Ucrânia-Rússia, as mudanças climáticas e até rescaldos das ações de mitigação da pandemia por coronavírus de 2020 da qual Bolsonaro desdenhou foram argumentos lançados para a criação desses gastos públicos direcionados em parte para o caixa do Master.

O “CredCesta” é hoje um programa nacional, tem quase 20 milhões de associados e é administrado pela bandeira de cartões de crédito Visa. A partir da próxima segunda-feira, 24 de novembro, ele passarão por ampla devassa e é possível que alguns órgãos públicos federais o descredenciem. Os atos do extinto Ministério da Cidadania e do Ministério da Previdência Social (quando Ônyx Lorenzoni foi ministro) do período de Jair Bolsonaro estão sendo esquadrinhados pelos investigadores do Ministério Público, da Polícia Federal e do Banco Central.

Pai de Bortoletto fechou patrocínio do BRB

No Banco Regional de Brasília, onde também está em curso uma devassa promovida pelos órgãos de investigação e uma auditoria preventiva determinada pelo próprio governo do Distrito Federal, controlador da instituição financeira pública, começaram a ser expostos contratos de patrocínio e de publicidade suspeitos de superfaturamento e de cashback. Ou seja, eram desembolsos efetuados em grande volume sem justificativa técnica de mercado que podiam dar retorno como “caixa dois” a alguns operadores políticos. Essa é a suspeita que orienta as investigações.

Numa reunião que começou às 11h da manhã da sexta-feira, 21 de novembro, em meio ao ponto facultativo imprensado do feriado do Dia da Consciência Negra, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, encontrou o governador Ibaneis Rocha no Palácio do Buriti. Ele retornou dos Estados Unidos, para onde havia viajado no dia em que se deflagrou a Operação Compliance Zero, apresentou-se à Polícia Federal e ao Ministério Público, dispôs-se a colaborar com as investigações por meio de seus advogados (não se está falando, ainda, em delação premiada. Mas ela é possível a depender do cenário) e foi encontrar o ex-chefe. Uma testemunha que assistiu ao início da reunião entre dois descreveu um clima tenso e desconfiado entre ambos.

Os gestores de momento do BRB têm de explicar às diversas instâncias investigativas o alto volume de patrocínios esportivos do banco estatal. O maior deles é ao Flamengo, R$ 40 milhões por ano, ao cartão de crédito “Fla”, que pode dobrar esses R$ 40 milhões. O piloto brasileiro de Fórmula 1, Gabriel Bortoleto, recebe até R$ 21 milhões por ano (depende do desempenho) do Banco Regional de Brasília para estampar a efígie do BRB no macacão. A Alpine, escuderia herdeira da antiga Benetton no grid, recebe um patrocínio de inexplicáveis R$ 2 milhões trimestrais da instituição financeira pública brasiliense.

Os dois contratos, o de Bortoleto e o da Alpine, foram negociados diretamente pelo pai do piloto brasileiro, Lincoln Oliveira, com o presidente do BRB. Paulo Henrique Costa recebeu Oliveira para fechar a verba por determinação expressa do governador. Só no 1º trimestre de 2025 o BRB gastou R$ 26,2 milhões com patrocínios esportivos e culturais diversos. No planejamento deste ano o banco estimava dispender até R$ 118 milhões na rubrica “patrocínios diversos”. Esses desembolsos são sempre discricionários de acordo com as ordens do gabinete do governador e a boa vontade da presidência da instituição.





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