spot_imgspot_img
26.3 C
Manaus
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
spot_imgspot_img

Futuros de Nova York caem com ameaça de tarifas dos EUA


Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta terça-feira (20), no retorno do feriado de Martin Luther King, refletindo a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e Europa. O movimento ocorre após o presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas a aliados europeus contrários à sua tentativa de ampliar a influência dos EUA sobre a Groenlândia.

Líderes europeus classificaram as declarações como “inaceitáveis” e avaliam contramedidas. A França pressiona a União Europeia a acionar o chamado Instrumento Anticoerção, o mecanismo mais duro do bloco para retaliação econômica.

O ambiente de cautela é reforçado por preocupações com a independência do Federal Reserve, o banco central estadunidense, e por propostas do governo Trump, como o teto para juros de cartões de crédito.

Com a agenda de indicadores esvaziada, os investidores concentram atenção na temporada de balanços, com resultados de Netflix e United Airlines após o fechamento, além de grandes companhias ao longo da semana.

Também entram no radar o Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde Donald Trump deve discursar nesta quarta-feira (21). O evento teve início na segunda-feira (19).

Brasil

Ibovespa (IBOV) iniciou a semana com baixa liquidez, nesta segunda-feira (19), influenciado pelo feriado de Martin Luther King, e fechou praticamente estável, aos 164.849 pontos, com alta de 0,03%. O dólar à vista encerrou em R$ 5,364, recuando 0,16%.

Investidores monitoraram o cenário político e corporativo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ter iniciado conversas com o presidente Lula sobre seu papel nas eleições de 2026, mas ainda sem definição. Ele confirmou que não pretende concorrer ao governo de São Paulo este ano e deve deixar a pasta até fevereiro. Haddad também mencionou estudo sobre ampliar a supervisão do Banco Central sobre fundos de investimento, hoje sob a alçada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Europa

As bolsas europeias operam em baixa, ampliando as perdas da véspera, com as ameaças de novas tarifas feitas por Donald Trump contra países contrários à anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. Também está no radar dos agentes o Fórum Econômico em Davos, na Suíça. O fórum ganha impulso com discursos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, e o presidente francês, Emmanuel Macron. Donald Trump deve discursar no evento nesta quarta-feira.

STOXX 600: -0,70%
DAX (Alemanha): -0,88%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,79%
CAC 40 (França): -0,68%
FTSE MIB (Itália): -0,74%

Estados Unidos

Os futuros e os títulos do Tesouro norte-americano recuam hoje com a preocupação crescente de que a postura agressiva do governo Trump em relação a seus pares globais reduza a demanda por ativos americanos. Também está no radar dos agentes a divulgação de balanços corporativos, com destaque para Netflix, Intel e Johnson & Johnson.

Dow Jones Futuro: -1,43%
S&P 500 Futuro: -1,56%
Nasdaq Futuro: -1,82%

Ásia

As bolsas asiáticas também fecharam no campo negativo, com os investidores acompanhando de perto as questões geopolíticas e os desdobramentos nos mercados japoneses depois que a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou, na segunda-feira, que pretende dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas para 8 de fevereiro.

Shanghai SE (China), -0,01%
Nikkei (Japão): -1,11%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,29%
Nifty 50 (Índia): -0,83%
ASX 200 (Austrália): -0,66%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, enquanto os investidores acompanhavam as consequências da tentativa dos EUA de assumir o controle da Groenlândia.

Petróleo WTI, -0,82%, a US$ 58,95 o barril
Petróleo Brent, -0,78%, a US$ 63,44 o barril

Agenda

Dia de agenda internacional esvaziada de indicadores importantes.

Por aqui, no Brasil, o banco central da Índia propôs que os países do Brics (fórum originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vinculem suas moedas digitais oficiais para facilitar o comércio transfronteiriço e os pagamentos de turismo, o que poderia reduzir a dependência do dólar à medida que as tensões geopolíticas aumentam. O banco central indiano recomendou ao governo que uma proposta de conexão das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) seja incluída na agenda da cúpula do Brics de 2026.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





ICL – Notícias

Com mais temporários do que efetivos, rede estadual de SP deixa 40 mil professores sem aulas

Por Caroline Oliveira – Brasil de Fato  Aproximadamente 40 mil professores da rede...

Justiça suspende regras de escolas cívico-militares em SP

A Justiça suspendeu liminarmente...

André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

Por André Richter –  Agência Brasil O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

Encontro Manauara de Marketing Digital debate como empresas podem operar melhor em 2026 com IA e estratégias práticas

Evento acontece no dia 27 de janeiro, no Teatro Manauara, com palestras voltadas à aplicação prática de estratégias para empresas e empreendedores O Encontro Manauara...

Chelsea tem retrospecto negativo contra times brasileiros; veja números

Depois de confirmar o favoritismo e eliminar o Benfica, o Chelsea vai ao gramado nesta sexta-feira (4) pelas quartas de final da Copa...