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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Futuros dos EUA sobem com política monetária no radar; índice de Serviços é destaque no Brasil


Os índices futuros dos EUA avançam nesta quinta-feira (12), em meio à recalibragem das expectativas para a política monetária do Federal Reserve, o banco central estadunidense. Após três altas consecutivas do Dow Jones, o mercado reage a dados mais robustos do mercado de trabalho, que reduziram a probabilidade de um corte de juros no curto prazo.

O payroll mostrou a criação de 130 mil vagas em janeiro — quase o dobro do previsto — e queda da taxa de desemprego para 4,3%. Com isso, investidores passaram a projetar o primeiro corte de juros apenas em julho, e não mais em junho. A próxima referência será o índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado na sexta-feira (13) e pode reforçar o cenário de juros elevados por mais tempo, caso a inflação siga resistente.

No Brasil, a agenda corporativa concentra as atenções. A Vale (VALE3) divulga seu balanço do quarto trimestre e de 2025, após acumular forte valorização no ano passado. Também reportam resultados após o fechamento Raízen (RAIZ4) e Jalles Machado (JALL3). Pela manhã, a Ambev (ABEV3) informou lucro líquido de R$ 4,53 bilhões.

No campo macroeconômico, o mercado acompanha a divulgação do índice de serviços no Brasil, com expectativa de alta marginal de 0,1% no mês e avanço de 3,5% na comparação anual. Nos EUA, saem ainda os pedidos semanais de auxílio-desemprego, com projeção de 222 mil solicitações, dando sequência à bateria de indicadores do mercado de trabalho.

Brasil

O Ibovespa rompeu a barreira simbólica dos 190 mil pontos ao longo do pregão da quarta-feira (11) e fechou no maior nível já registrado. O principal índice da Bolsa avançou 2,03%, encerrando aos 189.699,12 pontos, com um ganho expressivo de 3.769,79 pontos. Durante a sessão, foi ainda mais longe e alcançou 190.561,18 pontos, o maior patamar intradiário de todos os tempos e o 11º recorde histórico registrado apenas em 2026, em 29 pregões.

O movimento positivo também se refletiu no câmbio. O dólar comercial recuou 0,18% e terminou o dia cotado a R$ 5,187. O principal catalisador do otimismo veio do exterior. O relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, surpreendeu positivamente em janeiro e reforçou a percepção de que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, com os investidores aguardando balanços corporativos de Siemens, L’Oréal, Anheuser-Busch InBev, British American Tobacco, Mercedes-Benz Group, Adyen e Deutsche Börse. Na esfera macro, são aguardados o Produto Interno Bruto (PIB) e da produção industrial do Reino Unido do quarto trimestre.

STOXX 600: +0,55%
DAX (Alemanha): +1,02%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,30%
CAC 40 (França): +1,30%
FTSE MIB (Itália): +0,86%

Estados Unidos

Os agentes aguardam hoje dados dos pedidos de auxílio-desemprego semanais e de vendas de imóveis residenciais usados.

Dow Jones Futuro: +0,23%
S&P 500 Futuro: +0,27%
Nasdaq Futuro: +0,23%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam mistas, com destaque para o índice Nikkei 225, do Japão, que atingiu nesta quinta-feira a marca de 58.000 pontos pela primeira vez na história, ainda repercutindo a confiança na política interna e na agenda econômica do governo. As ações japonesas registraram várias novas máximas nos últimos dias, após a vitória esmagadora da primeira-ministra Sanae Takaichi na Câmara Baixa.

Shanghai SE (China), +0,05%
Nikkei (Japão): -0,02%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,86%
Nifty 50 (Índia): -0,50%
ASX 200 (Austrália): +0,32%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta pelo segundo dia consecutivo, com os investidores focados nas tensões entre os EUA e o Irã, que ofuscaram os sinais de aumento da oferta.

Petróleo WTI, +0,42%, a US$ 64,91 o barril
Petróleo Brent, +0,37%, a US$ 69,66 o barril

Agenda

Nos EUA, saem hoje os dados do auxílio-desemprego e exportação de grãos (USDA) semanais, além do relatório de moradias usadas de janeiro.

Por aqui, no Brasil, entidades que representam juízes, membros do Ministério Público, tribunais de contas e defensores públicos acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão dos “penduricalhos” pagos a agentes públicos nos três Poderes. Na petição, as associações afirmam que diversas dessas verbas têm base em resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sustentam que devem ser consideradas legais enquanto o Congresso não legislar sobre o tema e pedem que a decisão seja revista.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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