A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. A condição pode estar associada a alterações metabólicas, alimentação inadequada, sedentarismo e problemas de saúde como colesterol elevado e diabetes.
Entre os alimentos estudados por seus possíveis efeitos sobre a saúde do fígado está o camu-camu, fruta nativa da Amazônia conhecida pela elevada concentração de vitamina C. Uma pesquisa realizada pela Universidade Laval, em Quebec, no Canadá, apontou que o consumo do extrato da fruta esteve associado a uma redução de 7,43% da gordura hepática entre os participantes. A informação foi dada pelo site “Minha Vida”.
O estudo contou com 30 voluntários, divididos entre aqueles que receberam extrato de camu-camu e os que consumiram placebo durante 12 semanas. Ao final do período, os pesquisadores identificaram a redução da gordura no fígado no grupo que recebeu o extrato da fruta.

Os cientistas relacionaram o resultado principalmente à presença de polifenóis no camu-camu. Esses compostos apresentaram potencial para interferir em mecanismos ligados ao acúmulo de gordura no fígado, contribuindo para diminuir sua formação e favorecer sua mobilização.
Além dos polifenóis, o camu-camu concentra vitamina C e possui antioxidantes, fibras, carotenoides, potássio, aminoácidos e compostos fenólicos, como o ácido elágico. A combinação faz com que a fruta seja estudada por diferentes possíveis benefícios ao organismo, incluindo efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.
O resultado da pesquisa, no entanto, não significa que o camu-camu seja capaz de tratar sozinho a esteatose hepática. O estudo foi realizado com um grupo pequeno de participantes e utilizou extrato da fruta, e não simplesmente seu consumo na alimentação cotidiana.
Uma dieta equilibrada pode incluir diferentes frutas como parte dos cuidados com a saúde metabólica. Romã, mirtilo, acerola, maçã, laranja, pera e tamarindo estão entre as opções que podem integrar uma alimentação saudável. Nenhuma delas, porém, deve ser encarada isoladamente como forma de “eliminar” ou “limpar” a gordura do fígado.
O controle da esteatose hepática depende principalmente da adoção de hábitos saudáveis, incluindo alimentação adequada e atividade física, além de acompanhamento profissional quando necessário.





