O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, usou as redes sociais para comentar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada neste sábado (22) em decisão do ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal. Ele diz que Bolsonaro “não roubou um pila”, distorcendo os motivos reais da detenção.
Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela possibilidade de fuga e de agitação social em torno da residência onde cumpre prisão domiciliar. O filho, Flávio Bolsonaro, havia convocado uma vigília em defesa do ex-presidente, considerada uma estratégia para ajudar em possível fuga.
“Para qualquer espectador externo é no mínimo confuso entender a situação atual brasileira. Jair Bolsonaro não teve um julgamento justo e vem sendo privado de liberdade antes mesmo da sua condenação”, disse, mentindo sobre o julgamento de Bolsonaro.
Na verdade, o ex-presidente foi considerado culpado por tentativa de golpe seguindo os ritos do Estado Democrático de Direito. Ele aguarda apenas a finalização dos trâmites legais para o início de cumprimento de pena.
“Hoje, mais um golpe contra seus direitos. Um homem que não roubou um pila da população e que é o principal nome de oposição, legitimado por metade dos eleitores brasileiros!”, prosseguiu o governador, que vem se unindo a outros gestores de direita para criar uma oposição ao governo Lula com a prisão de Bolsonaro.
Jorginho Mello foi da tropa de choque de Jair Bolsonaro na CPI da Covid-19 e emprega a filha de Michelle Bolsonaro em cargo comissionado na secretaria de articulação nacional em Brasília. O filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, concorrerá ao Senado pelo Estado e está mudando o domicílio eleitoral para a cidade de São José.




