Por Jéssica Cavalcante – Goiás246
O Governo de Goiás conseguiu transformar uma previsão de superávit de R$ 694,9 milhões em um déficit de R$ 4,96 bilhões para 2025, após aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta terça-feira (18).
A mudança, detalhada em nota técnica da Secretaria de Estado da Economia, foi justificada como uma
adequação ao cenário financeiro atual e ao uso da poupança acumulada desde 2019, destinada a bancar investimentos e quitar passivos.
Segundo o governo, essa decisão não representaria um desequilíbrio estrutural das contas públicas, mas sim uma estratégia para acelerar investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura, assistência social, segurança pública e transporte coletivo.
Uso da poupança acumulada
A gestão de Ronaldo Caiado destacou que, desde 2019, vem construindo uma poupança financeira por meio de ajustes fiscais e suspensão de dívidas. O caixa deficitário de R$ 3,9 bilhões registrado em 2018 foi revertido para uma disponibilidade positiva de R$ 16,8 bilhões ao final de 2024.
No entanto, para 2025, foram realizadas despesas extraordinárias e não recorrentes, consideradas estruturantes, resultado de decisões voltadas ao fortalecimento da gestão fiscal e ao atendimento de demandas sociais.
Entre os principais gastos citados estão a recomposição do fundo de reserva dos depósitos judiciais custodiados pelo Banco do Brasil, no valor de R$ 740 milhões; o pagamento de passivo do Fundo de Aporte à Celg Distribuição, cerca de R$ 800 milhões; aquisição de helicópteros para as forças de segurança, por R$ 138 milhões; cofinanciamento estadual da assistência social, na ordem de R$ 211 milhões; adequação do Autódromo de Goiânia para o MotoGP, por R$ 245 milhões; e aquisição do edifício da Caixa Econômica, cerca de R$ 102 milhões.
Além da revisão das metas para 2025, o projeto aprovado pela Alego também altera previsões da LDO 2026, especialmente em relação à renúncia tributária para o próximo ciclo orçamentário. Para a Secretaria da Economia, a medida não reflete um problema fiscal estrutural, mas sim a decisão de usar a poupança do Estado para beneficiar a população, acelerando investimentos e quitando passivos




