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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Guilherme Mello diz que não houve convite formal para diretoria do BC


O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta sexta-feira (6) que não recebeu convite formal para assumir uma das diretorias do Banco Central, apesar de seu nome ter sido indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Mello, ele segue exercendo normalmente suas funções na Fazenda e permanece à disposição do presidente da República e do ministro para desempenhar as atribuições que lhe forem designadas.

“Eu não recebi nenhum convite, estou aqui trabalhando com a minha equipe normalmente. Não tenho nada a comentar sobre isso, porque não há convite feito. Eu estou à disposição do presidente e do ministro para cumprir as tarefas que eles julgam pertinentes e que, obviamente, eu tenha a capacidade de realizá-las”, declarou.

O secretário afirmou ainda que se sente honrado por ter sido lembrado por Haddad, mas destacou que a decisão sobre a composição da diretoria do Banco Central é prerrogativa exclusiva do presidente da República.

“Eu estou aqui como secretário de Política Econômica, um cargo que muito me orgulha, e vou continuar exercendo meu trabalho até que haja alguma mudança nesse status por decisão do presidente”, acrescentou.

Guilherme Mello: Política monetária é responsabilidade do Copom

Mello também reforçou que as decisões sobre política monetária cabem exclusivamente aos integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom), e não à equipe econômica da Fazenda.

“Sempre tive todo o cuidado em deixar bem claro que quem tem as condições de tomar decisões sobre política monetária são os membros do Copom. Nós recebemos as informações como insumo para os nossos modelos de projeção”, afirmou.

Indicações ainda dependem de decisão presidencial

Nesta semana, o ministro Fernando Haddad confirmou que sugeriu ao presidente Lula os nomes de Guilherme Mello e do economista Tiago Cavalcanti para ocupar as vagas abertas na diretoria do Banco Central. Os mandatos dos ex-diretores Diogo Guillen e Renato Dias Gomes terminaram em dezembro, e as indicações ainda precisam da decisão do presidente e de sabatina no Senado.

A possibilidade de Mello integrar o BC gerou reação negativa em parte do mercado financeiro, que vê risco de maior flexibilidade no combate à inflação, considerando sua trajetória acadêmica e sua proximidade com o Partido dos Trabalhadores. Já aliados de Haddad defendem o perfil técnico do secretário e destacam sua atuação em temas como a revisão do modelo de apuração da meta de inflação e a formulação de medidas econômicas para enfrentar os impactos da crise climática no Rio Grande do Sul.

Haddad ressaltou que nenhum nome foi oficialmente convidado até o momento e que o presidente Lula ainda discutirá as indicações com o próprio ministro da Fazenda e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, antes de definir os escolhidos.





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