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A quebra do sigilo telemático permitiu que a Polícia Civil do Paraná descobrisse que o humorista Marcelo Alves, réu pela morte da Miss Serra Branca Teen, Raíssa Suellen Ferreira da Silva, enviou mensagens de áudio para a vítima após tê-la matado, na tentativa de criar um falso álibi.
Após ter cometido o crime no dia 2 de junho, Marcelo enviou mensagens dizendo: “Tá todo mundo preocupado com tu aqui, cara. Faz tempo, desde segunda-feira que tu não entra em contato com ninguém. Aparece. Aparece, pelo amor de Deus. Entra em contato com ‘nóis’, ‘homi de Deus’. Pelo amor de Deus”.
As análises foram extraídas do celular de Raíssa. A análise dos aparelhos de Marcelo e Dhony — filho de Marcelo, que foi denunciado por feminicídio por participação no crime — seguem pendentes.
Em nota, o advogado da família da vítima, Leonardo Mestre, afirmou: “As recentes descobertas da Polícia Civil reforçam o alto grau de dissimulação dos acusados, que, desde o início, adotaram uma postura intencionalmente enganosa”.
Veja a nota na íntegra
As recentes descobertas da Polícia Civil reforçam o alto grau de dissimulação dos acusados, que, desde o início, adotaram uma postura intencionalmente enganosa. Sob o pretexto de colaborar com os familiares da vítima, agiram para dificultar o andamento das investigações — criando falsas provas e fornecendo informações inverídicas sobre o paradeiro e as circunstâncias do desaparecimento de Raissa.
As provas reunidas ao longo do procedimento investigativo revelam que até mesmo as confissões prestadas pelos réus foram marcadas por omissões e distorções, evidenciando o esforço contínuo para confundir os fatos e atrasar a apuração da verdade.
Apesar das tentativas de obstrução, a família segue firme no acompanhamento das investigações e confia que todos os envolvidos serão devidamente responsabilizados.
Assassinato da Miss
Raissa ganhou o título de Miss Serra Branca Teen, e sonhava em ser atriz, modelo e cantora (Foto: Reprodução)
Segundo a polícia, Marcelo atraiu Raissa até sua casa com uma falsa promessa de emprego em Sorocaba (SP), dizendo que queria ajudá-la a se mudar para a cidade e que ela até já teria um emprego no local. Em sua casa, ele se declarou para a jovem e, após ser rejeitado, a matou por estrangulamento, usando uma abraçadeira plástica.
“Ele disse que ficou com ódio e descontrolado, que pegou o fio de plástico e estrangulou a vítima, deixando ela num cômodo da casa e indo para outro. Dez minutos depois, ele retorna e a Raissa já está em óbito”, falou a delegada Aline Manzatto.
O corpo foi escondido com a ajuda do filho, Dhony de Assis, em uma área de mata em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Raissa ficou desaparecida por oito dias até o corpo ser localizado com a indicação do próprio assassino.
Fonte: ICL Notícias




