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IBC-Br avança 0,7% em novembro após três meses de queda


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de termômetro do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,7% em novembro de 2025 na comparação com outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Banco Central (BC).

Trata-se da primeira alta mensal do indicador em três meses, depois de recuos consecutivos no segundo semestre. A última expansão havia sido registrada em agosto, com avanço de 0,4%.

Na comparação anual, sem ajuste sazonal, o IBC-Br subiu 1,2% em relação a novembro de 2024. Considerando o acumulado em 12 meses, o crescimento chega a 2,4%, indicando que a economia segue em expansão, embora em ritmo mais moderado, e apesar de a taxa Selic estar em um dos níveis históricos mais altos, em 15% ao ano.

Setores mostram desempenho desigual

O avanço do índice em novembro foi impulsionado por:

  • indústria, que cresceu 0,8%, e
  • serviços, com alta de 0,6%.
  • Por outro lado, a agropecuária registrou queda de 0,3%.
  • A arrecadação de impostos sobre produtos, que reflete a atividade econômica, também contribuiu positivamente para o resultado.

O IBC-Br reúne informações da agropecuária, da indústria, dos serviços e da arrecadação de impostos, sendo acompanhado de perto por analistas como um termômetro antecipado do PIB calculado oficialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que será divulgado em março.

Desaceleração era esperada

Apesar da reação em novembro, o Banco Central e o mercado financeiro já projetavam uma desaceleração da atividade ao longo de 2025, devido ao alto nível da taxa básica de juros. Apesar disso, a autoridade monetária sinalizou que a Selic deve permanecer nesse nível por um período prolongado.

O mercado financeiro estima crescimento do PIB de 2,26% em 2025, abaixo dos 3,4% registrados em 2024.

Para o BC, o ritmo mais lento é necessário para converter a inflação para a meta de 3%, mantendo o chamado “hiato do produto” positivo — indicador de que a economia ainda opera acima do seu potencial sem gerar pressão inflacionária.

IBC-Br e PIB: prévia versus cálculo oficial

Embora seja tido como termômetro do PIB, o IBC-Br difere metodologicamente do cálculo do IBGE. O indicador do BC considera estimativas setoriais e impostos, mas não incorpora a demanda agregada, enquanto o PIB oficial avalia toda a produção e consumo da economia.

O IBC-Br é também uma ferramenta importante para decisões de política monetária: um crescimento mais robusto pode pressionar a inflação, influenciando a definição da taxa de juros.





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