IBC-Br cai 0,7% em maio e aponta desaceleração econômica


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O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (14), apontou uma retração de 0,7% em maio na comparação com abril, já descontados os efeitos sazonais. Essa é a primeira queda do indicador em 2025 e interrompe uma sequência de quatro meses de crescimento. A última vez que o índice havia recuado foi em dezembro de 2024, quando caiu 0,9%.

Apesar da contração mensal, na comparação com maio de 2024, o IBC-Br registrou alta de 3,2%, e o resultado parcial do ano acumula crescimento de 3,4%. Em 12 meses até abril, o avanço foi de 4%.

O que é o IBC-Br?

O IBC-Br é considerado uma espécie de termômetro mensal do PIB (Produto Interno Bruto), acompanhando o desempenho da agropecuária, indústria, serviços e arrecadação de impostos. Apesar de não incluir o lado da demanda — como o PIB calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) —, o índice é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Banco Central na formulação da política monetária, especialmente no controle da inflação via taxa de juros.

Economia deve perder fôlego em 2025

A atividade econômica brasileira surpreendeu em 2024, com crescimento de 3,4% — acima das expectativas iniciais. No entanto, a projeção para 2025 é de desaceleração. O mercado financeiro estima uma expansão de 2,23%, influenciada por juros elevados, que já afetam o crédito, o consumo e o investimento.

O Banco Central, por sua vez, tem reforçado que uma desaceleração da economia é esperada e até necessária para controlar a inflação. Em maio, o BC afirmou que os juros já estavam impactando o nível de atividade e que os efeitos sobre o emprego devem se intensificar.

Juros em alta: impacto prolongado

Em junho, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a Selic para 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, e indicou que a taxa deverá permanecer nesse nível por um período prolongado.

A maior parte dos economistas acredita que os cortes de juros devem começar apenas em 2026, o que reforça a tendência de menor crescimento da atividade no curto prazo.





Fonte: ICL Notícias

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