O Ibovespa iniciou junho em queda, ampliando para cinco pregões consecutivos a sequência negativa da Bolsa brasileira. O principal índice do mercado acionário recuou 0,91% nesta segunda-feira (1º), encerrando o dia aos 172.197 pontos.
Com o resultado, o índice voltou a fechar abaixo dos 173 mil pontos pela primeira vez desde janeiro e acumula três meses seguidos de perdas. Nos últimos 30 pregões, apenas nove terminaram em alta, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco entre os investidores.
Desde o agravamento do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos, a Bolsa brasileira já perdeu mais de 16 mil pontos.
O dólar comercial subiu no último dia de maio, agora caiu 0,39%, a R$ 5,023, no primeiro dia de junho.
O cenário internacional continua sendo o principal fator de pressão sobre os mercados. Apesar das frequentes declarações sobre possíveis negociações entre Washington e Teerã, ainda não há avanços concretos que indiquem o fim das tensões.
Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que as conversas seguem em andamento, enquanto autoridades iranianas indicaram a suspensão das negociações. A falta de clareza sobre os próximos passos mantém investidores em compasso de espera.
Além disso, a situação no Estreito de Ormuz continua sendo monitorada de perto pelos mercados globais devido à sua importância estratégica para o transporte mundial de petróleo.
A indefinição geopolítica impulsionou novamente os preços do petróleo, enquanto outros ativos considerados mais defensivos apresentaram comportamento misto.
Saída de investidores estrangeiros pesa sobre a Bolsa
No mercado brasileiro, analistas também apontam a retirada de recursos estrangeiros como um dos fatores por trás da recente fraqueza do Ibovespa.
Segundo estimativas do mercado, os investidores internacionais retiraram cerca de R$ 14 bilhões da Bolsa brasileira até o fim de maio. O movimento ocorre em meio ao aumento das incertezas globais e à reavaliação de riscos envolvendo economias emergentes.
Além das tensões no Oriente Médio, investidores acompanham preocupações relacionadas ao comércio internacional e aos possíveis impactos de medidas adotadas pelos Estados Unidos sobre o Brasil.
Destaques do Ibovespa
As ações da Vale voltaram a registrar perdas e contribuíram para o desempenho negativo do Ibovespa. Os grandes bancos também encerraram o pregão majoritariamente em baixa, ampliando a pressão sobre o índice.
Entre os destaques positivos do dia esteve a Petrobras, que avançou acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. A companhia também recebeu avaliações favoráveis de analistas, o que ajudou a sustentar os ganhos.
No setor de varejo, o desempenho foi misto. As ações da Lojas Renner registraram alta após a melhora de recomendação por parte de uma instituição financeira.
Já a Totvs esteve entre os maiores destaques do pregão, beneficiada pelo bom momento das empresas de tecnologia e software no mercado global.



