O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (6) em alta de 0,45%, aos 182.949 pontos, depois de um pregão marcado por forte volatilidade e troca constante de sinal. O índice ganhou força no fim da sessão e fechou com avanço de 822 pontos. No acumulado da semana, a valorização foi de 0,87%, a quinta consecutiva no campo positivo, impulsionada sobretudo pelo forte ingresso de capital estrangeiro, movimento que começa a gerar cautela entre investidores.
No mercado de câmbio, o real teve bom desempenho, com o dólar comercial recuando 0,64%, para R$ 5,22. Já os juros futuros seguiram o padrão da semana, sem tendência clara.
Em Nova York, o humor foi amplamente positivo. Após dias de instabilidade, os principais índices americanos subiram perto de 2%, recuperando perdas recentes ligadas às oscilações em commodities e ações de tecnologia. O destaque ficou para o Dow Jones, que ultrapassou pela primeira vez a marca histórica de 50 mil pontos.
Analistas seguem destacando o papel da inteligência artificial no movimento. Segundo especialistas, os investimentos bilionários de gigantes como Google, Nvidia, Meta e Amazon sustentam o otimismo, apesar da volatilidade que ainda assusta parte do mercado.
Declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçaram a necessidade de uma legislação específica para regular as verbas indenizatórias no serviço público. Haddad voltou a defender que as regras fiscais sejam respeitadas pelos três Poderes.
Destaques do Ibovespa
A temporada de balanços dos bancos trouxe reações distintas. O Bradesco teve números sólidos, mas projeções conservadoras derrubaram as ações. Banco do Brasil e Santander também fecharam em baixa. O destaque positivo ficou novamente com o Itaú Unibanco, cujas ações subiram 2,70%, ajudando a sustentar o Ibovespa.
Outro grande impulso veio da B3, que avançou 4,80% após a elevação da recomendação de suas ações para compra. No varejo, papéis como C&A também contribuíram para o desempenho positivo do índice.
Na ponta negativa, Vale e Petrobras recuaram cerca de 0,95% cada, mesmo com a alta dos preços do petróleo no mercado internacional.




