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O Ibovespa encerrou a sexta-feira (18) com queda de 1,61%, aos 133.381 pontos, pressionado por incertezas políticas no cenário doméstico e temores de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. A perda acumulada na semana foi de 2,06%.
O temor, agora, é de nova investida tarifária de Donald Trump contra o Brasil. Isso porque o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado do presidente dos EUA, foi alvo de buscas realizadas pela Polícia Federal hoje. Além de enfrentar um processo por acusação de liderar uma trama golpista, ele também é foco de outras investigações conduzidas pelo órgão. Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica, por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele já instalou o equipamento.
Quando anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, Trump citou o ex-presidente brasileiro e as supostas perseguições que tem sofrido pelo STF.
Além disso, Trump voltou a ameaçar o Brics, grupo originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O presidente estadunidense acusa o bloco de tentar enfraquecer a hegemonia do dólar.
Na seara corporativa, papéis de grandes empresas como Petrobras, bancos e Embraer lideraram as perdas. Apenas Vale (VALE3) registrou leve alta, sustentada pela valorização do minério de ferro.
O dólar à vista acompanhou o movimento de aversão ao risco e subiu 0,73%, cotado a R$ 5,5876.
Mercado externo
As bolsas de Nova York fecharam o dia sem direção única, mas o Nasdaq, mais uma vez, renovou o recorde de fechamento. As negociações tarifárias continuaram no holofote do mercado. Trump anunciou hoje que os EUA ainda têm “grandes acordos comerciais para anunciar muito em breve”, durante a cerimônia de assinatura do projeto de lei que regula as stablecoins nos EUA, chamando de GENIUS Act.
O Dow Jones caiu 0,32%, aos 44.342,19 pontos; o S&P 500, -0,01%, aos 6.296,79 pontos; e o Nasdaq, +0,05%, aos 20.895,66 pontos — no maior nível nominal histórico.
Fonte: ICL Notícias




