O Ibovespa terminou esta segunda-feira (22) com queda de 0,21%, aos 158.141,65 pontos, refletindo a saída de recursos do país e a baixa liquidez típica do período de fim de ano. O dólar comercial avançou 1%, cotado a R$ 5,584, e os juros futuros subiram ao longo de toda a curva.
O ambiente político contribuiu para o clima de cautela. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolida como provável candidato a enfrentar o presidente Lula nas eleições do ano que vem, gerando incertezas entre investidores que prefeririam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conhecido por sua agenda pró-mercado.
Apesar do cenário desafiador, os sinais econômicos animam. A Pesquisa Firmus, do Banco Central, indica melhora nas projeções de inflação para 2025 e 2026, e o Boletim Focus reforça essa tendência.
A confiança do consumidor subiu em dezembro, especialmente entre famílias de menor renda. Além disso, a arrecadação federal acumulada em 2025 alcançou R$ 2,59 trilhões, crescimento real de quase 4%.
No mercado de ações, a Vale (VALE3) avançou 2,92%, impulsionada pelo minério de ferro, enquanto Petrobras (PETR4) subiu 0,29% após alta do petróleo e sinalização de fim da greve dos petroleiros. Petro juniores como PRIO3, RECV3 e Brava Energia também registraram valorização, destacando setores específicos que seguem resilientes apesar da cautela geral.
Mercado externo
As bolsas de Nova York voltaram a se animar com o setor de tecnologia nesta semana mais curta com o feriado de Natal. Os investidores também monitoram os dados do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre de 2025, a confiança do consumidor, dados imobiliários e outros.
O Dow Jones subiu 0,46%; o S&P 500, +0,64%; e o Nasdaq, +0,52%.




