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O Ibovespa encerrou a sexta-feira (11) com queda de 0,41%, aos 136.187 pontos, acumulando baixa de 3,59% na semana — o pior desempenho desde dezembro de 2022. Foi a primeira vez, desde maio, que o índice registrou cinco sessões consecutivas de perdas.
O recuo reflete um ambiente externo mais hostil, marcado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou tarifas de 35% sobre o Canadá e taxação de 50% contra produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. O movimento acentuou o pessimismo global e pressionou os principais índices internacionais.
Apesar da volatilidade, o dólar comercial fechou a sexta-feira com leve alta de 0,10%, a R$ 5,548. Os juros futuros oscilaram de forma mista.
No campo político, o presidente Lula reagiu às medidas de Trump e prometeu resposta via diplomacia e organismos multilaterais. A China manifestou apoio ao Brasil e acusou os EUA de coerção.
Da agenda econômica por aqui, o volume de serviços no Brasil avançou 0,1% em maio de 2025 frente ao mês anterior, marcando o quarto resultado positivo consecutivo, com ganho acumulado de 1,6%. Apesar do ritmo moderado, o setor se mantém 17,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020
Apenas alguns papéis resistiram ao mau humor de hoje. Vale (1,30%) e Petrobras (1,21%) subiram — no caso desta última, embalada pela alta do petróleo. Já os bancos recuaram: Itaú caiu 0,82% e Banco do Brasil, 0,33%. B3 teve uma das maiores quedas do dia: -2,42%.
Mercado externo
As bolsas de Wall Street recuaram hoje com o aumento da tensão comercial deflagrada por Donald Trump.
O Dow Jones recuou 0,63% hoje e -1,02% na semana; o S&P 500, respectivamente, -0,33% e -0,32%; e o Nasdaq -0,22% no dia e -0,08% no acumulado da semana.
Fonte: ICL Notícias




