O Ibovespa encerrou a sexta-feira (12) em alta de 0,99%, aos 160.766 pontos, impulsionado pelo desempenho de Banco do Brasil, Petrobras e Vale. Já o dólar à vista subiu 0,12%, a R$ 5,4108, mas acumulou queda semanal de 0,39% frente ao real.
No exterior, investidores acompanharam declarações divergentes de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, que reforçaram a incerteza sobre o ritmo de cortes de juros nos EUA. Enquanto Anna Paulson destacou preocupação com a desaceleração do mercado de trabalho e Austan Goolsbee se mostrou otimista sobre reduções mais intensas no próximo ano, Beth Hammack defendeu cautela monetária — movimento relevante em um momento de possível recomposição do Fed, com o fim do mandato de Jerome Powell em maio.
A busca global por risco beneficiou emergentes nesta sessão, contrastando com a fraqueza de ações de tecnologia que pressionou Wall Street. No Brasil, os dados de serviços reforçaram o viés positivo: o setor avançou 0,3% em outubro, acumulando nove meses de alta.
No cenário político, repercutiu a retirada do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e de seus familiares das sanções da Lei Magnitsky pelo Tesouro dos EUA.
Entre os destaques corporativos, Banco do Brasil (BBAS3) subiu quase 2%, Petrobras (PETR4) avançou mais de 1%, e Vale (VALE3) oscilou perto da estabilidade, refletindo fluxo estrangeiro e a queda do minério de ferro.
Mercado externo
Os índices de Wall Street devolveram os fortes ganhos da véspera e fecharam em queda, pressionados pelo temor de uma bolha de IA (inteligência artificial). A Broadcom liderou as perdas ao despencar mais de 11% após alertar sobre margens futuras menores em seus sistemas de IA, apesar da projeção de receita robusta. Na Europa, o Stoxx 600 recuou 0,53% em meio à cautela com o setor tecnológico. Já na Ásia, os mercados avançaram, reagindo aos recordes recentes de Wall Street. O Nikkei subiu 1,37% e o Hang Seng, 1,75%.




