Depois de duas sessões de perdas expressivas, o Ibovespa teve um desempenho mais moderado nesta sessão e encerrou esta quinta (18) em alta de 0,38%, aos 157.923,34 pontos, com avanço de 596,80 pontos. O pregão foi marcado por oscilações ao longo do dia, mas sem grandes surpresas para os investidores.
No mercado de câmbio, o dólar comercial subiu de forma praticamente estável, com alta de 0,01%, cotado a R$ 5,523. Foi o quarto avanço consecutivo da moeda norte-americana na semana. Já os juros futuros encerraram o dia em elevação em toda a curva, refletindo o aumento das incertezas.
O ambiente político voltou a influenciar fortemente os mercados. Declarações recentes do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, indicando apoio a Flávio Bolsonaro, chamaram a atenção dos investidores e ampliaram a volatilidade dos ativos locais.
Além disso, durante coletiva para detalhar o Relatório de Política Monetária de dezembro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou que as decisões da autoridade monetária seguem totalmente condicionadas aos dados econômicos. Ele ressaltou que o mercado busca sinais na comunicação do BC que, segundo ele, não existem.
Galípolo também afirmou que não há decisão prévia sobre os próximos passos da Selic, mantendo o cenário em aberto. A fala chegou a gerar algum alívio momentâneo nos juros. O BC, no entanto, segue atento ao processo de desaceleração da atividade econômica e à convergência da inflação para a meta — percepção que o próprio presidente Lula disse compartilhar ao afirmar sentir “cheiro” de corte de juros.
O desempenho do mercado brasileiro também foi favorecido pelo cenário internacional. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta após dados mostrarem desaceleração do índice de preços ao consumidor (CPI) em novembro.
Na Europa, o tom também foi positivo, com avanços nas Bolsas após o Banco da Inglaterra cortar juros e o Banco Central Europeu revisar para cima suas projeções de crescimento.
Destaques do Ibovespa
Entre as ações de maior peso, a Vale avançou 0,26%, beneficiada por avaliações de que o papel segue barato em comparação com outras mineradoras globais. Os grandes bancos, que vinham acumulando perdas, reagiram em bloco: Banco do Brasil subiu 0,19%, Bradesco ganhou 0,44%, Itaú Unibanco avançou 0,51% e Santander teve alta mais expressiva, de 1,52%. A B3 também acompanhou o movimento e fechou em alta de 0,38%.
No setor de petróleo, mesmo com a valorização do barril no mercado internacional, a Petrobras recuou 0,58%. Em contrapartida, empresas do segmento de exploração e produção tiveram desempenho positivo, como Petrorecôncavo, que subiu 2,08%, e Brava, com forte alta de 6,16%. A PRIO encerrou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,05%.




