O Ibovespa encerrou a segunda-feira (9) em alta de 1,80%, aos 186.241 pontos, atingindo um novo recorde histórico, em um movimento alinhado ao aumento do apetite global por risco. O avanço foi impulsionado principalmente pelo desempenho dos mercados asiáticos, após os resultados da eleição no Japão sinalizarem expansão fiscal e cortes de impostos.
Segundo especialistas, o cenário reforçou a chamada “rotação global”, movimento estrutural que favorece mercados emergentes, como o Brasil, apesar dos riscos fiscais associados à política japonesa.
Nesse ambiente, o dólar comercial recuou 0,62%, cotado a R$ 5,188, enquanto os juros futuros caíram ao longo de toda a curva. No mercado acionário, o ganho foi disseminado, com destaque para Vale (+1,96%), Petrobras (+1,83%) e bancos, especialmente Santander (+5,98%) e Itaú Unibanco (+3,34%).
A semana, mais curta por conta do Carnaval, ainda concentra atenção em temas relevantes como a inflação oficial de janeiro, a agenda de reformas, o debate sobre o fim da escala 6×1 e declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reforçou os desafios estruturais no combate à inflação no país.
Mercado externo
Os mercados de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones ampliando o recorde histórico acima dos 50 mil pontos, enquanto S&P 500 e Nasdaq tiveram ganhos mais robustos. O movimento ocorre em uma semana marcada por dados de inflação, mercado de trabalho e divulgação de balanços corporativos.
No noticiário empresarial, a Alphabet, dona do Google, planeja uma mega emissão de dívida que inclui um raro título com vencimento em 100 anos, a primeira operação do tipo no setor de tecnologia desde o fim dos anos 1990. Na Europa, as bolsas acompanharam o otimismo global e também encerraram o dia em alta.
O Dow Jones avançou 0,04%, aos 50.135,87 pontos; o S&P 500, +0,47%, aos 6.964,82 pontos; e o Nasdaq, +2,18%, aos 23.031,21 pontos.




