O Ibovespa fechou com alta expressiva nesta terça-feira (23), um avanço de 1,46%, aos 160.455,83 pontos, revertendo as perdas da véspera. O movimento refletiu a combinação de um ambiente externo mais favorável e menor volatilidade no noticiário político doméstico, além da divulgação da prévia da inflação (IPCA-15) menor que o esperado.
O IPCA-15 subiu 0,25% em dezembro, levemente abaixo da expectativa do mercado (0,27%), reforçando a leitura de desaceleração gradual dos preços. No exterior, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos cresceu 4,3% no terceiro trimestre de 2025, acima das projeções, fortalecendo a tese de “soft landing” e influenciando expectativas mais benignas para os juros do Federal Reserve, o banco central estadunidense.
No campo político, o cancelamento da entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro e a nota do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ajudaram a reduzir ruídos, contribuindo para o apetite por risco.
Com o fechamento da curva de juros, ações ligadas à economia doméstica lideraram os ganhos, com destaque para varejo, construção, concessões e bancos. Na ponta negativa, Vale recuou em correção pontual, enquanto Suzano foi pressionada pela queda do dólar.
Mercado externo
As bolsas de Nova York encerraram a sessão desta terça-feira com alta. Entre os setores que puxaram os ganhos estão comunicação e tecnologia. O S&P 500 registrou novo recorde de fechamento.
O dia foi de agenda cheia de indicadores econômicos represados devido à paralisação mais longeva do governo (shutdown), entre os quais está o PIB. Com o resultado acima do esperado, o mercado firmou a aposta na manutenção de juros pelo Federal Reserve no início de 2026.
O Dow Jones teve alta de 0,16%, aos 48.442,41 pontos e o S&P 500 encerrou em alta de 0,46%, aos 6.909,79 pontos, renovando a máxima de fechamento. Já o Nasdaq subiu 0,57%, aos 23.561,84 pontos.




