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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Inadimplência empresarial atinge recorde histórico


A inadimplência das empresas brasileiras alcançou um novo recorde em outubro de 2025, ao atingir 8,7 milhões de companhias com pelo menos um compromisso financeiro vencido e não pago. O número é o maior da série histórica iniciada em março de 2016 e corresponde a um volume total de R$ 204,8 bilhões em dívidas, de acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, divulgado pelo Estadão/Broadcast.

O levantamento, segmentado por unidade federativa, porte e setor econômico, revela um ambiente de crescente deterioração financeira no setor produtivo. Em média, cada empresa inadimplente acumulava 7,1 contas em atraso, com dívida média de R$ 23.658,74. O valor médio por compromisso vencido foi de R$ 3.329,50, sinalizando a pulverização do endividamento, sobretudo entre negócios de menor porte.

Crédito mais restrito e atividade fraca

Ao Estadão/Broadcast, a economista Camila Abdelmalack, da Serasa Experian, disse que a combinação entre menor oferta de crédito e desaceleração da atividade econômica tem limitado a capacidade das empresas de renegociar dívidas e reorganizar seus fluxos financeiros. “Esse cenário aumenta a pressão sobre o caixa e compromete a liquidez, especialmente entre micro e pequenas empresas, que são mais sensíveis aos juros elevados e às incertezas do ambiente internacional”, afirmou.

Os dados confirmam essa vulnerabilidade: das 8,7 milhões de empresas inadimplentes, 8,2 milhões eram micro, pequenas e médias, responsáveis por 56,8 milhões de dívidas negativadas e por R$ 184,6 bilhões do total devido. Já as companhias de maior porte, embora também impactadas pelo desaquecimento econômico, tendem a dispor de mais estrutura financeira para atravessar períodos de retração.

O setor de serviços concentrou a maior parcela das empresas inadimplentes (54,9%), seguido por comércio (33%) e indústria (8%). No recorte das dívidas negativadas, serviços também lideraram (32,2%), à frente de bancos e cartões (19,3%). Regionalmente, o Sudeste reuniu o maior número de CNPJs no vermelho, com mais de 4,6 milhões, enquanto Norte e Centro-Oeste registraram os menores volumes.

Avanço dos protestos judiciais

O agravamento da inadimplência também se reflete no aumento dos protestos de dívidas judiciais. Segundo o Cartórios de Protesto do Brasil, o número de registros cresceu 22% em 2025, totalizando 77,9 mil protestos, contra 63,9 mil no ano anterior. Entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, R$ 338,5 milhões foram recuperados por meio desse instrumento.

A tendência é de intensificação no próximo ano, após recomendação aprovada pelos corregedores dos Tribunais de Justiça, que autoriza o uso do protesto eletrônico imediatamente após o fim do prazo de pagamento. A medida deve acelerar a cobrança, mas também ampliar a pressão sobre empresas já fragilizadas pelo atual contexto econômico.





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Amazonas Repórter

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