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Índices futuros avançam após balanços corporativos fortes


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Os índices futuros dos EUA sobem nesta sexta-feira (25), embalados por novos recordes do S&P 500 e Nasdaq. O avanço é impulsionado por balanços corporativos sólidos, progresso em acordos comerciais e uma aparente trégua nas tensões entre o presidente Donald Trump e o Federal Reserve, o banco central estadunidense.

Na quinta-feira, Trump fez uma visita simbólica à sede do Fed, em Washington. Apesar de um breve constrangimento ao citar incorretamente os custos de reforma — corrigido publicamente por Jerome Powell —, Trump suavizou o tom e descartou, por ora, a demissão do presidente do banco central, gesto visto como sinal de estabilidade institucional.

No Brasil, o foco recai sobre uma bateria de indicadores: confiança do consumidor (FGV), transações correntes (Banco Central) e IPCA-15 (IBGE), todos referentes a julho. No setor empresarial, a Usiminas divulga seus resultados trimestrais com expectativa de forte retração no Ebitda, segundo o UBS BB.

Em paralelo, o governo brasileiro busca reverter a tarifa de 50% que os EUA pretendem impor sobre produtos nacionais a partir de 1º de agosto. Apesar dos esforços diplomáticos, as conversas com autoridades norte-americanas de alto escalão têm enfrentado obstáculos.

Brasil

O Ibovespa recuou 1,15% na quinta-feira (24), fechando aos 133.807 pontos, pressionado pelas incertezas nas negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre a tarifa de 50% que deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto.

O impasse comercial voltou a pesar sobre o mercado em dia de agenda econômica fraca, apesar da leve queda do dólar, que fechou em R$ 5,51 (-0,06%).

O presidente Lula afirmou que o Brasil está pronto para negociar, mas que Donald Trump não quer.

Por sua vez, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo prepara um plano de contingência com medidas econômicas para enfrentar possíveis impactos. Ele também disse em entrevista a uma rádio que os bolsonaristas “não deixam o governo negociar”.

Europa

As bolsas europeias operam em baixa hoje, com os investidores atentos às negociações comerciais dos Estados Unidos e à temporada de balanços na região. As ações da Puma despencaram 18% hoje depois que a marca alemã de roupas esportivas registrou vendas piores que o esperado no segundo trimestre e cortou sua projeção para o ano inteiro, sinalizando o impacto das tarifas comerciais dos EUA.

STOXX 600: -0,55%
DAX (Alemanha): -0,82%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,41%
CAC 40 (França): -0,34%
FTSE MIB (Itália): -0,13%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam hoje, com os agentes repercutindo a temporada de balanços e se preparando para a próxima semana, que será marcada por decisões sobre os juros pelos bancos centrais dos Estados Unidos, Japão e Canadá, além da divulgação de dados do mercado de trabalho estadunidense e balanços de gigantes como Amazon, Apple, Meta e Microsoft.

Dow Jones Futuro: +0,09%
S&P 500 Futuro: +0,05%
Nasdaq Futuro: -0,05%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa generalizada, depois de subirem em pregões recentes em reação a avanços nas negociações tarifárias dos EUA. O índice japonês Nikkei caiu 0,88% em Tóquio, a 41.456,223 pontos, depois de acumular robustos ganhos nas duas sessões anteriores em reação ao acordo comercial que os EUA fecharam com o Japão.

Shanghai SE (China), -0,33%
Nikkei (Japão): -0,88%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,09%
Nifty 50 (Índia): -0,81%
ASX 200 (Austrália): -0,49%

Petróleo

Os preços do petróleo operam com alta, impulsionados pelo otimismo sobre um possível acordo comercial entre os EUA e a União Europeia.

Petróleo WTI, +0,51%, a US$ 66,37 barril
Petróleo Brent, +0,56%, a US$ 69,57 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados os bens duráveis de junho.

Por aqui, no Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse na quinta-feira (24) que conversou no sábado passado com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, a quem reiterou pedido de negociação sobre tarifas. Em entrevista à imprensa, Alckmin afirmou que o diálogo de quase uma hora de duração foi bom e proveitoso, mas não deu detalhes sobre pedidos do Brasil ou retornos da autoridade norte-americana na conversa, que classificou como reservada.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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