Índices futuros dos EUA sobem em dia de ‘Superquarta’


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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quarta-feira (30), com foco total na chamada “Superquarta”: dia de decisões simultâneas sobre política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. O Federal Reserve deve manter os juros entre 4,25% a 4,5% ao ano, conforme precificado por quase 97% do mercado, enquanto o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central tende a manter a Selic em 15%.

O mercado acompanha de perto a coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, que ocorre em meio a pressões públicas do presidente Donald Trump por cortes na taxa — e após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, que deve passar a valer a partir de 1º de agosto.

Por lá, a expectativa é por sinais sobre os próximos passos do banco central, especialmente diante de inflação ainda acima da meta.

No Brasil, o governo defende estabilidade monetária diante de um cenário internacional mais adverso. Antes da decisão do Copom, serão divulgados o IGP-M de julho e a confiança de serviços, também de julho. Nos EUA, o dia inclui a divulgação do PIB do segundo trimestre e da folha de pagamento privada (ADP), antes da decisão oficial às 15h.

O ambiente de tensão comercial também pressiona a temporada de balanços. No Brasil, saem hoje os resultados de TIM, Santander e Bradesco. Nos EUA, investidores esperam os números de Meta e Microsoft, que podem influenciar a direção dos mercados globais.

Brasil

Ibovespa contrariou o viés negativo de Wall Street na terça-feira (29) e fechou em alta de 0,45%, aos 132.725,68 pontos, impulsionado pelo avanço nas tratativas comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O dólar à vista recuou 0,36%, cotado a R$ 5,5695.

No radar dos investidores, ganharam destaque as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre um “plano de contingência” para enfrentar eventuais tarifas impostas por Washington — sem romper acordos da OMC (Organização Mundial do Comércio) ou tensionar relações com a Casa Branca.

Na esfera corporativa, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) impulsionaram os ganhos do Ibovespa na esteira do petróleo Brent. A Embraer (EMBR3) liderou os ganhos com a expectativa de que a companhia seja “poupada” do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Europa

As bolsas europeias operam mistas, antes da decisão sobre juros do Federal Reserve, enquanto os investidores digerem balanços de empresas. O índice europeu Stoxx 600 recuou após as ações do HSBC Holdings recuarem 5,1%, depois de o lucro do banco vir abaixo das expectativas.

STOXX 600: -0,14%
DAX (Alemanha): -0,09%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,46%
CAC 40 (França): +0,13%
FTSE MIB (Itália): +0,30%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York avançam, com os investidores de olho na decisão da política monetária hoje e repercutindo o fato de que as negociações comerciais entre EUA e China terminaram sem a prorrogação da suspensão tarifária atualmente em vigor. Porém, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o presidente Donald Trump tomará uma “decisão final” sobre o tema em breve.

Dow Jones Futuro: +0,01%
S&P 500 Futuro: +0,10%
Nasdaq Futuro: +0,19%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam de forma mista nesta quarta-feira, após EUA e China não prorrogarem a trégua tarifária em reunião na Suécia. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que o prazo final para novas tarifas, previsto para sexta-feira (1º/8), não será adiado. Ele ressaltou, no entanto, que as negociações com a China continuam. A decisão final depende da sanção do presidente Donald Trump. Também nesta quarta, o Banco do Japão decide sobre a taxa de juros, com expectativa de manutenção.

Shanghai SE (China), +0,17%
Nikkei (Japão): -0,05%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,36%
Nifty 50 (Índia): +0,16%
ASX 200 (Austrália): +0,60%

Petróleo

Os preços do petróleo avançam após subirem mais de 3% na sessão anterior, em meio às tensões entre EUA e Rússia, após o presidente Donald Trump dar prazo abreviado a Moscou para encerrar a guerra na Ucrânia.

Petróleo WTI, +0,43%, a US$ 69,51 o barril
Petróleo Brent, +0,50%, a US$ 72,87 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados de emprego privado de julho, o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, moradias pendentes de junho e a decisão sobre os juros pelo Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Por aqui, no Brasil, a lei que libera empréstimo consignado para motoristas e entregadores de aplicativos foi sancionada pelo presidente Lula, mas ainda depende de ajustes operacionais pelas instituições financeiras. O crédito será ofertado por bancos conveniados às plataformas, que ficarão responsáveis pelos descontos dos trabalhadores. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) destaca a necessidade de acesso a dados dos motoristas para avaliar riscos e definir condições de crédito. A nova legislação também estabelece regras para portabilidade com taxas menores, responsabilidade dos empregadores e uso obrigatório de biometria para contratos.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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