Os índices futuros de Nova York operam próximos da estabilidade nesta quinta-feira (27), em um pregão esvaziado pelo feriado de Ação de Graças, que mantém fechados os mercados à vista e de títulos nos Estados Unidos. As negociações serão retomadas nesta sexta-feira (28), em sessão reduzida até as 15h (horário de Brasília).
No Brasil, o dia é marcado pela divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de outubro, com expectativa de criação de cerca de 105 mil vagas formais, e pela reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional), que ganha atenção adicional após a liquidação do Banco Master. Também estão previstas na agenda econômica por aqui as divulgações do IGP-M e a dívida pública.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa à tarde de um evento da Itaú Asset Management, enquanto o Tesouro apresenta o Resultado do Tesouro Nacional referente a outubro.
A Petrobras leva ao Conselho de Administração a votação de seu novo plano de negócios. Uma coletiva com a diretoria está prevista para amanhã.
No exterior, permanecem as projeções de corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro, apesar de oscilações nos rendimentos dos Treasuries.
Brasil
O Ibovespa voltou a bater recorde na quarta-feira (26), avançando 1,70% e fechando aos 158.554 pontos, na terceira sessão consecutiva de alta. Na máxima intradia, o índice chegou a 158.713 pontos, renovando o pico registrado em 11 de novembro. O dólar à vista recuou 0,78%, encerrando a R$ 5,3346.
Os indicadores econômicos tiveram pouco peso no pregão. O IPCA-15, prévia da inflação, subiu 0,20% em novembro, acima da projeção de 0,18%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,50%.
No cenário doméstico, o presidente Lula sancionou a lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil e cria taxação para altas rendas.
Europa
Os mercados europeus recuam nesta quinta-feira, sem a referência de Nova York, enquanto investidores aguardam a ata do BCE (Banco Central Europeu) sobre a decisão que manteve os juros estáveis em outubro. A Europa divulga novos dados de confiança, e as commodities seguem sensíveis a avanços em um possível acordo de paz na Ucrânia. Um dia após o Orçamento britânico, o JPMorgan anunciou planos de construir um novo prédio em Canary Wharf, prevendo investimento de 9,9 bilhões de libras na economia local nos próximos seis anos.
STOXX 600: +0,11%
DAX (Alemanha): +0,35%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,04%
CAC 40 (França): +0,10%
FTSE MIB (Itália): +0,28%
Estados Unidos
O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones caminham para a melhor semana desde junho, com altas superiores a 3%, 4% e 2%, respectivamente. O movimento reflete o apetite por risco e o foco dos investidores na próxima decisão de juros do Federal Reserve. De acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, o mercado já precifica mais de 80% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro, reforçando o otimismo das bolsas americanas.
Dow Jones Futuro: +0,06%
S&P 500 Futuro: +0,05%
Nasdaq Futuro: +0,06%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, acompanhando os ganhos de Wall Street diante das expectativas de corte de juros pelo Fed e do avanço do setor de tecnologia. Na China, porém, os lucros industriais caíram 5,5% em outubro na comparação anual, enquanto no acumulado dos dez primeiros meses houve alta de 1,9%, ritmo inferior ao de setembro.
Shanghai SE (China), +0,29%
Nikkei (Japão): +1,23%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,07%
Nifty 50 (Índia): -0,15%
ASX 200 (Austrália): +0,13%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, à medida que traders acompanham os esforços para pôr fim à guerra na Ucrânia, enquanto aguardavam a reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) neste fim de semana.
Petróleo WTI, -0,02%, a US$ 58,64 o barril
Petróleo Brent, -0,13%, a US$ 63,05 o barril
Agenda
Na zona do euro, saem os dados da confiança do consumidor e a ata do BCE (Banco Central Europeu).
Por aqui, no Brasil, o STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para dezembro o julgamento pelo plenário virtual de ações que questionam se a Lei do Marco Temporal para demarcação das terras indígenas, aprovada pelo Congresso Nacional, está de acordo com a Constituição Federal. A análise do caso pelo plenário foi solicitada pelo relator das ações, ministro Gilmar Mendes, nesta quarta-feira. A apreciação do caso ocorrerá entre as 11h do dia 5 até as 23h59 do dia 15 de dezembro.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg




