Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta sexta-feira (30), refletindo maior aversão ao risco diante da expectativa pelo anúncio do próximo presidente do Federal Reserve. Na noite de quinta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que já definiu o nome que indicará para substituir Jerome Powell no comando do banco central.
Kevin Warsh, ex-governador do Fed, passou a liderar as apostas após se reunir com Trump na Casa Branca, embora outros nomes, como Rick Rieder, da BlackRock, e Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, também apareçam entre os cotados. Apesar de defender juros mais baixos, Warsh é visto como uma alternativa relativamente moderada dentro do grupo de possíveis indicados.
A sinalização ocorre poucos dias depois de o Fed manter a taxa de juros inalterada, decisão que voltou a gerar críticas públicas de Trump. O mercado segue projetando cerca de dois cortes de 0,25 ponto percentual nos juros até o fim do ano, segundo o CME FedWatch.
No Brasil, investidores acompanham a divulgação da taxa de desemprego de dezembro pela PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após dados fracos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
No exterior, a agenda inclui o Produto Interno Bruto (PIB) preliminar do quarto trimestre da zona do euro e o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. No noticiário corporativo, o destaque fica para os balanços de Exxon e Chevron, antes da abertura, além de American Express e Verizon.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sessão de quinta-feira (29) em queda de 0,84%, aos 183.133,75 pontos, após renovar a máxima histórica pela manhã e alcançar, pela primeira vez, o patamar dos 186 mil pontos. O movimento refletiu principalmente a realização de lucros após uma sequência de recordes, combinada à piora do humor em Wall Street ao longo do dia.
No câmbio, o real oscilou, mas se fortaleceu no fechamento: o dólar comercial recuou 0,22%, a R$ 5,194. Os juros futuros também alternaram sinais, mas terminaram o pregão em queda por toda a curva.
Europa
As bolsas europeias avançam hoje, refletindo o desempenho do mundo corporativo. As ações da gigante alemã de artigos esportivos Adidas subiram 4,2%, após a divulgação de uma receita anual recorde.
Em outra frente, a geopolítica também segue no radar, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter alertado que era “muito perigoso” para o Reino Unido fechar negócios com a China. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está atualmente em visita de quatro dias à China, onde espera redefinir as relações entre Londres e Pequim.
STOXX 600: +0,33%
DAX (Alemanha): +0,69%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,06%
CAC 40 (França): +0,34%
FTSE MIB (Itália): +0,63%
Estados Unidos
As ações da Apple subiram cerca de 1% depois que a fabricante do iPhone superou as estimativas de lucro e vendas do primeiro trimestre fiscal.
Dow Jones Futuro: -0,79%
S&P 500 Futuro: -0,87%
Nasdaq Futuro: -1,11%
Ásia
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, acompanhando o desempenho de Wall Street na véspera.
Shanghai SE (China), -0,96%
Nikkei (Japão): -0,10%
Hang Seng Index (Hong Kong): -2,08%
Nifty 50 (Índia): -0,38%
ASX 200 (Austrália): -0,65%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, após três dias de alta, depois de Donald Trump ter dito que pretendia conversar com o Irã. Os Estados Unidos enviaram mais um navio de guerra para o Oriente Médio, ao mesmo tempo em que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que as Forças Armadas estavam prontas para agir de acordo com as instruções do presidente.
Petróleo WTI, -1,77%, a US$ 64,26 o barril
Petróleo Brent, -1,43%, a US$ 69,70 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados do índice de preços ao produtor (PPI) de dezembro. N
Na zona do euro, são aguardados o PIB (preliminar) do 4º trimestre e a taxa de desemprego de dezembro.
Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) precisará trocar cerca de dois terços dos ministros de seu governo nos próximos meses, com os titulares das pastas deixando os cargos para concorrer nas próximas eleições, ou, em alguns casos, para reforçar os partidos na organização de campanhas. Apesar do número considerável de saídas no primeiro escalão do governo, a intenção do presidente não é fazer nomeações políticas em um ano eleitoral, mas apenas dar seguimento ao que já está sendo feito pelos atuais ministros.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg




