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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Índices futuros recuam com nova ameaça de Trump


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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda nesta segunda-feira (7), pressionados por nova ameaça tarifária do presidente Donald Trump. O republicano afirmou que poderá impor uma tarifa extra de 10% a países alinhados com as “políticas antiamericanas do Brics”, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Trump também confirmou que as tarifas já anunciadas, inicialmente previstas para 9 de julho, entrarão em vigor apenas em 1º de agosto. A mudança foi confirmada pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, que indicou que as alíquotas e os termos ainda estão em definição.

As falas ocorrem no mesmo dia em que líderes do Brics se reúnem no Rio de Janeiro para discutir temas como saúde, mudanças climáticas e Inteligência Artificial. A expectativa é de uma declaração conjunta reforçando o papel do bloco no multilateralismo global.

Nos EUA, o mercado aguarda a divulgação do Índice de Tendência de Emprego de junho e os dados de reservas bancárias do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense). No Brasil, a agenda do dia inclui o IGP-DI de junho e o Boletim Focus, além da participação do presidente Lula na cúpula do Brics, no Rio de Janeiro.

Brasil

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (4/7) com alta de 0,24%, aos 141.263,56 pontos — sua primeira vez acima dos 141 mil pontos na história. Durante o pregão, o índice também renovou a máxima intradiária histórica, alcançando 141.563,85 pontos. Com esse desempenho, a Bolsa brasileira acumulou ganhos de 3,29% na semana, a melhor desde abril.

Tudo isso aconteceu em um dia de baixa liquidez nos mercados mundiais devido ao feriado da Independência nos EUA, que deixou as bolsas fechadas por lá.

O clima de alívio nos mercados veio após uma movimentação significativa no Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu suspender tanto o decreto do Executivo que alterava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) quanto o decreto legislativo que tentava barrá-lo. A medida foi interpretada como um convite à mediação e ao diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo.

O feriado de 4 de Julho nos EUA reduziu a liquidez global e afetou o câmbio: o dólar comercial subiu 0,36%, encerrando o dia cotado a R$ 5,424. Com isso, bancos e agentes do mercado começaram a revisar suas projeções para a moeda norte-americana.

Europa

As bolsas europeias operam sem direção única em meio a novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos, com as ações de petróleo e gás ainda liderando as perdas regionais.

STOXX 600: -0,02%
DAX (Alemanha): +0,31%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,15%
CAC 40 (França): -0,10%
FTSE MIB (Itália): +0,08%

Estados Unidos

Os índices futuros recuam nesta segunda-feira, na volta do feriado de Independência na sexta-feira (4), que deixou as bolsas de Wall Street fechada. Na semana, os indicadores acumulam ganhos, impulsionados pelo otimismo em relação ao cenário comercial.

Dow Jones Futuro: -0,18%
S&P 500 Futuro: -0,44%
Nasdaq Futuro: -0,56%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, pressionadas por novas ameaças tarifárias de Donald Trump. O presidente dos EUA confirmou tarifas “recíprocas” a partir de 1º de agosto e sugeriu um adicional de 10% a países alinhados às políticas antiamericanas propostas pelo Brics. As declarações coincidem com a cúpula do bloco no Rio de Janeiro.

Shanghai SE (China), +0,02%
Nikkei (Japão): -0,56%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,07%
Kospi (Coreia do Sul): +0,17%
ASX 200 (Austrália): -0,16%

Petróleo

Os preços do petróleo caíram depois que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) surpreendeu os mercados ao aumentar a produção mais do que o esperado em agosto, levantando preocupações sobre excesso de oferta.

Petróleo WTI, -1,07%, a US$ 66,28 o barril
Petróleo Brent, -0,41%, a US$ 68,02 o barril

Agenda

Nos EUA, saem hoje o Índice de Tendência de Emprego de junho e saldos de reservas com bancos do Federal Reserve.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) voltou a criticar a taxa Selic, atualmente em 15%, chamando-a de “único número negativo” de seu governo, e afirmou que os juros irão cair com o tempo. Durante evento da Petrobras, ele destacou o momento de estabilidade econômica, com inflação sob controle e dólar a R$ 5,40. Sem citar nomes, disse que herdou o Banco Central com “febre alta”. Lula também sinalizou intenção de disputar a reeleição, indicando que poderá tentar um quarto mandato. “Se preparem”, afirmou, confiante em sua popularidade. Apesar das divergências com o Congresso sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), ele disse valorizar o diálogo institucional.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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