Indústria 4.0: Q3 Qualidade forma especialistas e ataca lacuna crítica de mão de obra no PIM

Com a carência de profissionais qualificados no Polo Industrial de Manaus, escola pioneira forma turmas de inspetores especialistas e celebra seu primeiro ano de atuação, anunciando expansão focada no Distrito Industrial e em Agro Educação.

A demanda por profissionais de alta qualificação no Polo Industrial de Manaus (PIM) alcança níveis críticos, impulsionada pelo avanço da Indústria 4.0. Este cenário latente de carência de mão de obra especializada foi o pano de fundo para a celebração do primeiro ano de atuação da Q3 Qualidade Educação Profissional. O setor produtivo local, motor da economia regional, busca urgentemente por especialistas capazes de atuar nos complexos e dinâmicos processos da Quarta Revolução Industrial, especialmente em áreas de qualidade e produção.

Este fato foi reiterado por Alexandro da Silva, diretor e cofundador da Q3 Qualidade, ao explicar que a escola nasceu para preencher uma lacuna: “A Q3 Qualidade nasceu com o propósito de entrar sobre uma lacuna existente na Zona Franca de Manaus, que era exatamente os cursos técnicos ligados aos micropolos, aos microssetores que existem no Polo Industrial de Manaus.”

As vagas disponíveis nessas áreas específicas representam uma fatia significativa do total de empregos no PIM. “A área de qualidade é praticamente 10% a 15% de todos os empregos diretos que o Polo Industrial de Manaus tem. De cerca 130 mil empregos gerados no PIM, a gente está falando de quase 13 a 15 mil empregos disponíveis”, destacou Alexandro da Silva.

Em um movimento que responde diretamente a essa necessidade do mercado, a Q3 Qualidade, primeira escola do Brasil totalmente focada na qualidade industrial com o foco em Indústria 4.0, realizou nesta quarta-feira, 15 de outubro – Dia do Professor –, a cerimônia de diplomação das 7ª e 8ª turmas.

O evento, que marcou o primeiro aniversário da instituição em Manaus, reuniu convidados, parceiros e mais de 30 alunos no auditório do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) para receberem seus diplomas de Inspetores e Operadores Industriais, com foco em segmentos cruciais como placas eletrônicas (SMD e PBA) e injeção termoplástica.

Os alunos formados recebem uma bagagem técnica que os diferencia no mercado. Maria Laísa Rodrigues Tavares, 24, auxiliar de produção e agora especialista em Qualidade e Injeção Termoplástica, confirma a demanda. “É uma área que possui muitas oportunidades de trabalho atrativas para quem deseja apostar na indústria”, afirmou.

Outro diplomado, Victor Soares Brandão, 24, que se formou em Inspetor Especialista em SMD/PBA, escolheu a área justamente pela percepção de mercado. “Eu fiz uma filtragem e vi que a área de placas eletrônicas tinha bastante vagas para quem tinha formação, principalmente para profissionais como eu, que são PcD (Pessoas com Deficiência),”, compartilhou, refletindo a visão estratégica dos estudantes da Q3.

Idson Paulo Oliveira de Sousa, diretor e cofundador da Q3, reforçou a urgência do setor, principalmente na área de qualidade: “A necessidade de especialistas na localidade é latente. Por isso, a chegada de mais profissionais no mercado é interessante tanto para os formandos da Q3 quanto para as indústrias do PIM”.

A relevância da formação para a empregabilidade foi endossada pela presença de Etiane Valente, gerente de qualificação da Secretaria Executiva do Trabalho e Empreendedorismo (Setemp), representando o Sine Amazonas. “A Q3 tem realizado um importante trabalho de contribuir para o desenvolvimento regional e oportunizar qualificação de qualidade”, disse a gerente. Com a formatura, a Q3 Qualidade atinge a marca de cerca de 100 alunos formados, especialistas que agora estão aptos a injetar novo vigor no Polo Industrial de Manaus.

Olhando para o futuro, a instituição anuncia planos de expansão concretos, que incluem a inauguração de uma nova e maior sede no Distrito Industrial até 2026, com capacidade de atendimento cinco vezes superior. Esta nova fase incluirá a criação de um pavilhão dedicado à Agro Educação, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Ambiental e Social (Idasam), diversificando a qualificação e reforçando o compromisso da escola com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

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