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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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infectologista explica sintomas, prevenção e cuidados


Por Gabriel Gomes

Nos últimos meses, multiplicaram-se os relatos de casos identificados pelos médicos como viroses. Sintomas como febre, diarreia, vômito, dor de cabeça, cansaço, dor muscular, dor de garganta e tosse passaram a ser queixas comuns em unidades de saúde de todo o país.

No início do ano, um surto de virose, ligado ao “norovírus”, causou a proliferação de contaminados no litoral de São Paulo. Além desse, outros inúmeros vírus comuns nesta época do ano seguem provocando doenças como dengue, chikungunya, zika, Rotavírus, dentre outras.

O ICL Notícias conversou com o médico infectologista Alberto Chebabo, Diretor Médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Alberto falou sobre a prevenção e os cuidados que devem ser tomados contra as viroses.

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Médico infectologista Alberto Chebabo conversou com o ICL Notícias. (Foto: HUCFF-UFRJ)

Proliferação das viroses

“No verão, a gente normalmente tem o aumento de algumas doenças respiratórias e o vírus respiratório começa a aparecer agora nesse início de outono também. O rinovírus, que causa o resfriado, é bastante comum nessa época. Há outros vírus respiratórios, além das doenças mais comuns no verão, como as arboviroses, a dengue, chikungunya, zika, são viroses que circulam concomitantemente nessa época do ano.

Também há as viroses que acometem o trato intestinal, como por exemplo, o rotavírus, com  quadro de diarreia, relacionado à questão da falta de saneamento”.

Norovírus

“O norovírus é um vírus de transmissão hídrica, principalmente. Ou seja, é transmitido pela água. Em locais onde você tem um saneamento não tão adequado, você pode ter contaminação dos mananciais de água ou de regiões em que as pessoas se banham com praias e rios, e as pessoas ao entrarem em contato com essa água, acabam engolindo ou entrando em contato através das mucosas e se contaminando.

O norovírus tem essa capacidade de causar grandes surtos porque ele contamina a água com muita facilidade e a partir da infecção, há um risco de transmissão de pessoa a pessoa. O norovírus não tem uma sensibilidade muito bem definida em relação ao verão ou inverno. Inclusive nos Estados Unidos, a maior parte dos surtos acontecem no inverno. Está muito mais relacionado a essa desestruturação da rede de distribuição de água e tratamento de esgoto, e principalmente uma aglomeração maior de pessoas em uma determinada cidade, em uma determinada região, com um maior risco de infecção e surtos.”

Prevenção

“Principalmente no caso dessas viroses que causam diarreia, gastroenterite, é se alimentar adequadamente, evitar comer alimentos que não estejam conservados adequadamente. Evitar comer alimentos que estejam expostos ou que sejam manipulados por mais de uma pessoa. Evitar se expor em áreas contaminadas, ver as condições de balneabilidade das praias ou dos locais, dos rios, lagoas, onde as pessoas vão se banhar  para entender se aquela praia, aquele local tem condições de balneabilidade adequada, se não tem contaminação por esgoto, porque essas são as principais fontes de contaminação.

Obviamente, sempre higienizar bem as mãos antes de tocar no alimento, lavar bem as mãos para não se contaminar e não contaminar. Para aquelas pessoas que já estão doentes é fazer uma boa higienização do banheiro e das mãos sempre que for ao banheiro porque existe o risco de transmissão intradomiciliar dessas viroses gastrointestinais”.

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Higienizar as mãos é um dos principais cuidados para a prevenção das viroses (Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil)

Cuidados

“A primeira coisa é se hidratar bastante, beber bastante líquido, inclusive com um soro caseiro ou esses soros que a gente compra na farmácia de reidratação para se manter hidratado. Se a pessoa tiver com vômitos que não permitam ela se hidratar, ela deve buscar imediatamente atendimento médico para evitar o risco de desidratação, de ter uma complicação relacionada com a doença.

Aqueles que são mais frágeis, os idosos e as crianças muito pequenas, se começarem a apresentar um quadro de diarreia, febre, vômitos, devem buscar imediatamente atendimento porque precisam ser avaliados, pois essas pessoas têm um risco de complicação. Principalmente os idosos devem buscar atendimento médico para serem avaliados e ter algum tipo de acompanhamento médico durante o quadro infeccioso.

Em casos de febre, utilizar antitérmicos para controlar a temperatura. Mas, o mais importante de tudo é a hidratação oral”.



Fonte: ICL Notícias

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