Após meses de expectativas cautelosas, economistas brasileiros revisaram para baixo a previsão de inflação para 2026, de 4,50% para 4,45%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21). A estimativa para 2025 também caiu ligeiramente, de 5,17% para 5,10%.
O recuo foi atribuído principalmente à valorização do real frente ao dólar e à estabilidade dos preços internacionais de combustíveis e alimentos. Com isso, analistas afirmam que o Banco Central deve manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% até o fim do ano, sem necessidade de aperto monetário adicional.
Para a presidente do BC, Renata Andrade, “o cenário é mais favorável ao controle inflacionário e reforça a credibilidade da nossa política monetária”. A expectativa é que a inflação volte ao centro da meta em meados do primeiro trimestre de 2026.
A notícia foi bem recebida pelo setor produtivo e financeiro, que já projeta melhores condições de crédito e consumo para os próximos meses.




