Irã lançou neste domingo (12) uma série de ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos na Jordânia, Kuwait, Omã e Catar, ampliando a escalada militar no Oriente Médio após uma nova ofensiva americana contra o território iraniano.
Após os ataques, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou ter disparado tiros de advertência contra embarcações que teriam desrespeitado ordens das autoridades iranianas. Segundo a Guarda Revolucionária, nenhuma embarcação poderá cruzar a passagem marítima até nova ordem e enquanto prosseguirem as operações militares dos EUA na região.
Segundo a Guarda Revolucionária, os bombardeios atingiram centros de comando, radares, hangares de drones, instalações de manutenção de aeronaves e plataformas de apoio a porta-aviões. O governo do Catar informou ter interceptado mísseis, mas confirmou que três pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas por estilhaços. Na Jordânia, autoridades relataram apenas danos materiais leves.
A ofensiva iraniana ocorreu um dia depois de os Estados Unidos anunciarem ataques contra 140 alvos militares iranianos, elevando para mais de 300 o número de instalações atingidas em três noites de operações. Washington afirmou que a ação teve como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações civis no Estreito de Ormuz.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que Teerã “fez uma má escolha” e que agora “está pagando o preço”. Já a imprensa estatal iraniana informou que um militar da Marinha do país morreu durante os bombardeios americanos ao porto de Jask.
Ainda neste domingo, um navio foi atingido próximo à Península de Musandam, em Omã, provocando um incêndio e a evacuação da tripulação. As autoridades omanenses informaram que 23 tripulantes foram resgatados, enquanto um segue desaparecido.
A escalada ocorre em meio ao colapso das negociações entre Washington e Teerã. Apesar de um memorando de entendimento firmado em junho, acompanhado de um cessar-fogo temporário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nos últimos dias que o acordo estava encerrado.
O aumento das tensões também foi impulsionado por declarações do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que classificou a vingança contra os EUA como “inevitável”, e por novas ameaças de Trump de ampliar a ofensiva militar caso o Irã tente atacar autoridades norte-americanas.



