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O órgão militar israelense COGAT, responsável por coordenar as ações civis nas zonas ocupadas, informou que, no último domingo (27), 120 caminhões carregados com ajuda humanitária cruzaram a fronteira com Gaza.
Em publicação na rede social X, a COGAT declarou que os caminhões já teriam sido recolhidos e entregues à população pela ONU e por entidades internacionais.
A declaração, entretanto, contrasta com os números divulgados pelo governo do Hamas, que afirma terem sido apenas 73 veículos – a maioria saqueada: “a maioria foi saqueada sob o olhar atento da ocupação israelense e dos seus drones, em uma clara tentativa de impedir que a ajuda chegasse ao s centros de distribuição”.
De acordo com o grupo extremista, a ajuda humanitária foi realizada com três lançamentos aéreos, mas caíram em áeeas dominadas pelo exército israelense e inacessíveis aos palestinos. O Hamas ainda informou que a quantidade de produtos enviados representam o equivalente a no máximo dois caminhões.
Além da ajuda humanitária, no último domingo o governo israelense também anunciou uma pausa diária nos combates em certas regiões da Faixa de Gaza, para fins humanitários. De acordo com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a pausa serve para “refutar a alegação falsa de fome deliberada na Faixa de Gaza”.
Em nota, a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou para “níveis alarmantes” de subnutrição da população de Gaza, e afirmou que o bloqueio israelense já causou a morte de milhares de palestinos.
Neste ano, já foram registradas 74 mortes na Faixa de Gaza causadas pela desnutrição, sendo que 63 ocorreram só no mês de julho. Entre elas, 24 crianças com menos de 5 anos de idade.
Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Foto: Reprodução)
Críticas a Israel na ONU
Nesta segunda-feira (28), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, criticou a atuação israelense na guerra, que já dura 22 meses, e afirmou que a “Fome nunca deve ser usada como arma de guerra”.
Guterres ainda reforçou: “Os conflitos continuam propagando a fome em Gaza, no Sudão e em outros lugares. A fome alimenta a instabilidade e compromete a paz”.
Além disso, a sede da ONU em Nova York recebe a partir desta segunda-feira, uma conferência internacional focada na resolução da questão palestina, com o objetivo de alcançar uma solução de dois Estados, entre Israel e a Faixa de Gaza. O encontro será co-presidido pela França e pela Arábia Saudita.
Jean-Noel Barrot, o ministro de Negócios Estrangeiros da França, afirmou que pretende pressionar outros países a reconhecer o Estado Palestino. Na semana passada, o presidente Emmanuel Macron disse que pretende reconhecer o Estado Palestino em setembro, quando acontece a reunião anual de líderes mundiais na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Israel e Estados Unidos comunicaram que não vão participar. De acordo com um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, o país não vai comparecer à reunião, pois é “um presente para o Hamas, que continua rejeitando propostas de cessar-fogo de Israel que levariam à libertação dos reféns e trariam calma a Gaza”. Já o porta-voz internacional de Israel, Jonathan Harounoff, informou que “não aborda com urgência a questão de condenar o Hamas e devolver todos os reféns que ainda estão com o Hamas”.
Fonte: ICL Notícias




