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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Italianos se revoltam com anúncio sobre presença do ICE nos Jogos de Inverno 


Agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) foram anunciados como responsáveis pela segurança das delegações norte-americanas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, marcados para os dias 6 a 22 de fevereiro.

A informação, divulgada na terça-feira (27) por uma fonte da embaixada dos EUA às agências Reuters e AFP, gerou forte reação na Itália, especialmente entre a população e autoridades que criticam o histórico dos agentes, alvos de acusações de abusos contra migrantes.

Em resposta à repercussão, a agência de imigração dos EUA confirmou que sua Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) participará do evento, mas enfatizou que “todas as operações de segurança permanecem sob a autoridade italiana” e que “obviamente não realizará operações de fiscalização de imigração fora dos Estados Unidos”, conforme noticiado pelo jornal britânico The Guardian.

O anúncio, no entanto, reacendeu polêmicas alimentadas por episódios recentes de violência envolvendo agentes federais de imigração nos Estados Unidos. Em janeiro, dois americanos foram mortos em Minneapolis por agentes federais durante operações de fiscalização.

Um dos casos envolveu o enfermeiro de 37 anos Alex Pretti, que foi baleado e morreu após confronto com agentes em uma rua da cidade. Semanas antes, Renée Good, também de 37 anos, foi mortalmente atingida por um agente do ICE durante uma ação na mesma cidade, o que provocou protestos e pedidos de investigações independentes.

Além dos casos fatais, jornalistas da emissora pública italiana Rai relataram que foram ameaçados por agentes do ICE enquanto cobriam operações na mesma região, e que um dos agentes os advertiu que “o vidro do carro da equipe seria quebrado” caso as filmagens fossem mantidas.

Prefeito de Milão, Giuseppe Sala. Foto de dezembro de 2025. — Foto: AP Photo/Gregorio Borgia, File
Prefeito de Milão, Giuseppe Sala. Foto de dezembro de 2025. — Foto: AP Photo/Gregorio Borgia, File

A reação mais contundente na Itália partiu de autoridades locais e da oposição política. O prefeito de Milão, Beppe Sala, foi uma das vozes mais críticas ao possível envolvimento do ICE na segurança dos Jogos. Em entrevista à emissora de rádio RTL, afirmou:

“Esta é uma milícia que mata. É evidente que eles não são bem-vindos em Milão. Será que não podemos simplesmente dizer não a Trump de uma vez por todas?”

Em declarações posteriores, o prefeito reforçou a crítica e afirmou que os agentes do ICE “não deveriam vir para a Itália porque não há garantias de que eles se comportarão conforme nossa forma democrática de garantir a segurança”.

A pressão política aumentou com a mobilização de partidos da oposição. A Aliança Verde e de Esquerda (AVS) e o Azione lançaram abaixo-assinados exigindo que o governo italiano e o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno impeçam formalmente qualquer envolvimento de agentes do ICE na segurança do evento.

“O ICE é a milícia que atira em pessoas nas ruas de Minneapolis e separa crianças de suas famílias”, manifestou a AVS.





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