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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Jovens do Brics têm energia nuclear como saída, diz diretor de agência


Temas ligados à energia estarão entre as pautas de discussões a partir deste domingo (6) na Cúpula do Brics (bloco formado por 11 países), que ocorrerá no Rio de Janeiro. Antes do evento, vozes de diferentes grupos e entidades, como a da juventude, ajudarão a ecoar posições sobre o tema. 

O presidente e diretor-geral da Agência de Energia para a Juventude do Brics, o russo Alexander Kormishin, afirma, por exemplo, que há um posicionamento por parte de representantes jovens a favor da energia nuclear.

“Muitos jovens têm se mostrado inclinados à geração nuclear, por ser limpa, tecnologicamente avançada e garantir acesso à energia limpa e acessível e gerando benefícios duradouros para as próximas gerações”, afirmou Kormishin, em entrevista à Agência Brasil.  Ele avalia que países dos Brics avançam pelo financiamento de projetos de energia nuclear.

Reflexos para a COP30

Segundo Alexander Kormishin, esse tema será também um dos importantes tópicos a ser discutido durante a COP30, em novembro, na cidade de Belém. Ele recorda que, no mês passado, durante 7ª Cúpula da Juventude de Energia do Brics, em Brasília, foram definidos eixos temáticos para apresentação. 

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Um desses assuntos é o dos pequenos reatores modulares diante do “crescente acesso e interesse global em tecnologias nucleares”. Os outros eixos são as soluções tecnológicas de baixo carbono, os combustíveis sustentáveis e o desenvolvimento de competências.

O presidente da Agência de Energia para a Juventude do Brics lembra que os países do Brics tradicionalmente mantêm pavilhões nas COPs, com o tema da energia entre os mais recorrentes. “Acredito que será uma excelente oportunidade para aprendermos mais e expandirmos a visão sobre uma transição energética justa e inclusiva a partir do Sul Global.”

Transição justa

De acordo com Kormishin, a juventude está preocupada com a transição energética justa e com aspectos sociais dessa transição em vista das mudanças em curso na matriz energética dos países, especialmente onde a energia tradicional ainda é predominante.

“Essa transição energética impacta profundamente as famílias e o futuro dos jovens, pois muitos estão em fase de formação acadêmica, sendo financiados por seus familiares”. Ele pondera que os jovens do Brics enxergam a segurança energética sob uma perspectiva diferente da juventude dos países do G7. “O G7, e também sua dimensão da juventude, estão olhando para a segurança energética através da crise europeia no fornecimento de gás e dos impactos da guerra na Ucrânia”. 

Para ele, a juventude da comunidade do Brics está focada no acesso a investimentos, oportunidades para jovens empreendedores e formas de garantir que a transição energética ocorra com fontes acessíveis em todo o território.

Impactos sociais

Kormishin argumenta que a transição da energia tradicional para a renovável tem impactos sociais relevantes, o que inclui perdas econômicas. “A geração tradicional de energia está sendo retirada dos sistemas energéticos”. Isso torna alguns grupos mais vulneráveis, como formuladores de políticas públicas e ativistas. 

Segundo Kormishin, diante da diversidade das realidades dos países do Brics, as prioridades dessa área de segurança energética são também debatidas pela juventude em um “longo processo”. 

“Desenvolvemos uma estrutura muito inclusiva, baseada em pesquisa, com relatórios e perspectivas produzidas pelos próprios jovens. Isso oferece a eles a chance de refletir, dentro do contexto Brics, sobre o futuro, sobre o que deve ser priorizado em conjunto — inclusive discutindo divergências”, avalia.

A par das diferenças entre as realidades energéticas, o espaço de intercâmbio de ideias é garantido. ”Os jovens e os países podem compartilhar ideias, adaptá-las ou transferi-las para contextos distintos. É um processo dinâmico e empolgante, que estamos desenvolvendo agora sob a presidência brasileira.”



Fonte: Agência Brasil de Notícias

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