Lira apresenta parecer de proposta para isentar quem ganha até R$ 5 mil do IR


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Por Cleber Lourenço

O deputado Arthur Lira apresentou seu parecer sobre o Projeto de Lei 1.087/2025, que prevê isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e redução parcial para quem recebe até R$ 7.350. O texto foi entregue para análise na comissão especial da Câmara.

A proposta mantém a ideia do governo federal, mas aumenta o limite da faixa com redução parcial, passando de R$ 7 mil para R$ 7.350. Segundo Lira, isso ajuda cerca de 500 mil pessoas a mais sem prejudicar as contas públicas. Ele disse que essa mudança é um passo importante para tornar o sistema mais justo.

Para compensar a queda na arrecadação com essa isenção, Lira defende cobrar mais imposto das pessoas que ganham muito. O texto prevê que quem recebe mais de R$ 600 mil por ano pague um imposto mínimo, que pode chegar a 10% para quem ganha acima de R$ 1,2 milhão. Também haverá cobrança de 10% sobre os dividendos enviados para fora do Brasil. Segundo os cálculos apresentados, essas medidas trarão um saldo positivo para os cofres públicos.

Lira apresenta parecer de proposta para isentar quem ganha até R$ 5 mil do IR

Arthur Lira. (Foto: Reprodução)

O deputado também retirou do projeto original algumas regras consideradas confusas e sem cálculo claro, como um desconto para moradores do Brasil e um crédito para quem mora fora. Ele explicou que isso deixava a conta pouco transparente e poderia dar um “cheque em branco” ao governo.

O dinheiro extra arrecadado também será usado para compensar perdas de Estados e Municípios, que ganham parte do imposto de renda pago pelos salários de servidores. Parte dessa arrecadação ajudará ainda a reduzir outro imposto, chamado Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), como já prevê a reforma tributária.

Parecer de Arthur Lira

Lira também chamou atenção para o fato de que, hoje, as pessoas mais ricas pagam proporcionalmente menos imposto do que as de renda média e baixa. Ele disse que mesmo com a nova regra, os impostos sobre os mais ricos no Brasil ainda ficam abaixo da média dos países desenvolvidos.

O deputado afirmou ainda que não há provas de que essas mudanças afastem investimentos estrangeiros. Ele destacou que em outros países, como os mais ricos do mundo, já existe a combinação de impostos sobre empresas e dividendos, e isso não prejudica a economia.

Por fim, o texto mostra que a proposta segue as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e respeita os princípios da justiça tributária. O parecer ainda será votado na comissão antes de ir ao plenário da Câmara.





Fonte: ICL Notícias

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