Lua Azul e ‘Coração de Escorpião’ devem ser vistos neste domingo; entenda


O céu de maio se despede neste domingo (31) com uma combinação de fenômenos astronômicos: a chamada Lua Azul, a microlua e a aproximação da Lua com a estrela Antares, conhecida popularmente como “Coração de Escorpião”.

A segunda Lua Cheia do mês atingirá seu ápice às 5h45 de 31 de maio. Quando duas luas cheias ocorrem no mesmo mês, a segunda recebe o nome de Lua Azul, apesar de não apresentar coloração azulada. O fenômeno é relativamente raro e costuma acontecer, em média, a cada três anos, devido ao ciclo de cerca de 29,5 dias entre uma Lua Cheia e outra.

Em 2026, a Lua Azul coincidirá ainda com uma microlua. Isso ocorre porque o satélite natural estará próximo do apogeu, ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra. No extremo oposto, quando a Lua se encontra no perigeu, surge o fenômeno conhecido como superlua.

Esta será a Lua Cheia mais distante do ano, localizada a cerca de 406.135 quilômetros da Terra. Ela será a menor e menos brilhante Lua Cheia de 2026. A Lua parecerá aproximadamente 12% menor e 25% menos brilhante em comparação com uma superlua.

Nasa registra foto de lua cheia conhecida como "Blue Moon" ("Lua Azul")
Nasa registra foto de lua cheia conhecida como “Blue Moon” (“Lua Azul”)

Outro destaque será a proximidade aparente entre a Lua e Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, conhecida pelo tom avermelhado que lhe rendeu o apelido de “Coração de Escorpião”. A região onde a estrela está localizada também abriga uma extensa faixa da Via Láctea, que pode ser observada em locais com pouca poluição luminosa.

Como observar

Antares poderá ser vista na noite de sábado (30), cerca de uma hora após o pôr do Sol. Já a Lua Azul terá seu melhor momento de observação entre a noite de 30 de maio e a madrugada do dia seguinte.

Como ocorre em toda Lua Cheia, o satélite nasce próximo ao horário do pôr do Sol e permanece visível durante toda a noite, desaparecendo no horizonte ao amanhecer. O ponto máximo de aproximação visual entre a Lua e Antares acontecerá nas últimas horas da madrugada, pouco antes do ocaso lunar.

Os períodos de nascimento e pôr da Lua costumam ser os mais favoráveis para observação e fotografia. Nesses momentos, ocorre a chamada “ilusão lunar”, efeito óptico que faz o cérebro humano perceber a Lua como maior do que realmente é. Além disso, a presença da paisagem no horizonte contribui para registros fotográficos mais impactantes.





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