Lula descarta privatização dos Correios e defende recuperação da estatal


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (18) que lamenta a grave crise financeira enfrentada pelos Correios e reforçou que o governo trabalha para recuperar a estatal, afastando qualquer possibilidade de privatização. A declaração foi feita durante um café com jornalistas.

Segundo Lula, empresas públicas não precisam ter foco em lucro máximo, mas também não podem operar com prejuízo permanente. Ele destacou que mudanças na direção já foram feitas e garantiu que o governo tomará as medidas necessárias para reverter a situação.

“Enquanto eu for presidente não tem privatização. O que podemos ter é parceria com empresas, como italianos que tem interesse em parceira. Pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter”, afirmou.

O presidente informou ainda que a ministra da Gestão, Esther Dweck, ficou responsável por conduzir a solução da crise, com a missão de devolver os Correios em condições financeiras sustentáveis.

Reestruturação dos Correios depende de empréstimo bilionário

As declarações ocorrem após o Conselho de Administração dos Correios aprovar a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos. A operação, no entanto, ainda depende de ajustes internos e do aval do Tesouro Nacional, que só deve conceder a garantia da União mediante a apresentação de um plano de reestruturação considerado consistente.

Sem essa garantia, os bancos não avançam com o financiamento. Caso o aval seja concedido e a estatal não honre a dívida no futuro, a responsabilidade recairá sobre a União.

O financiamento prevê prazo de 15 anos, com três anos de carência e juros equivalentes a 115% do CDI. A expectativa no governo é que o Tesouro autorize a operação, desde que o plano de recuperação demonstre viabilidade no médio e longo prazo.

O plano em discussão inclui medidas de contenção de despesas e aumento de receitas, com o objetivo de devolver os Correios ao lucro em 2027. Entre as ações previstas estão um plano de demissão voluntária que pode atingir cerca de 15 mil funcionários até 2027 e o fechamento de aproximadamente mil unidades. Do lado das receitas, a estatal aposta na ampliação de parcerias com empresas privadas para diversificar seus serviços.

Paralelamente, os Correios enfrentam um impasse nas negociações trabalhistas. Após a paralisação de funcionários, o Tribunal Superior do Trabalho passou a mediar o conflito. A proposta em análise prevê reajuste salarial de 5,13% a partir de janeiro de 2026 e recomposição integral do INPC em agosto, com validade de dois anos, mas sem o pagamento de benefício extra reivindicado pelos sindicatos. Uma nova audiência está marcada para o fim de dezembro.





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