Brasília / Washington – Nesta segunda-feira (6 de outubro de 2025), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram uma videoconferência para tratar do controverso “tarifaço” imposto por Washington sobre produtos brasileiros.
A chamada ocorreu por volta das 10h30 (horário de Brasília), quando Lula estava no Palácio da Alvorada, acompanhado por ministros chaves como Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Sidônio Palmeira (Secom) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda a pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Contexto do “tarifaço”
A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou força quando Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre uma grande gama de produtos brasileiros exportados aos EUA.
Brasília considera a medida uma ação unilateral que atinge diretamente setores produtivos nacionais e exige respostas diplomáticas e econômicas.
Pronunciamentos e tom da conversa
No início dos contatos, o governo brasileiro apontou que o saldo da videoconferência foi positivo, segundo o ministro Haddad.
No entanto, ainda não foram divulgados detalhes específicos sobre concessões ou compromissos firmados. Espera-se que o Planalto emita uma nota oficial ainda nesta segunda.
Repercussões e desafios diplomáticos
A conversa marca uma tentativa de reaproximação diplomática entre Brasil e EUA após meses de tensão.
Analistas observam que, embora o gesto seja significativo no plano simbólico, a reversão do tarifaço dependerá de negociações complexas, considerando fatores econômicos, interesses setoriais brasileiros e pressões políticas em Washington.
Além disso, já há movimentações para que um encontro presencial entre Lula e Trump seja agendado, possivelmente durante a cúpula da ASEAN, na Malásia, onde ambos devem participar.




