Lula repudia sanções de Trump em pronunciamento: ‘Interferência inaceitável’


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Em pronunciamento contundente nesta quarta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou as recentes sanções anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil, classificando-as como uma “interferência inaceitável” na Justiça brasileira. O chefe do Executivo destacou que o país é soberano, democrático e comprometido com os direitos humanos, a independência entre os Poderes e a defesa do multilateralismo.

“O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes”, afirmou Lula. “É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira.”

O presidente manifestou solidariedade ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi alvo das sanções impostas por Washington. Segundo Lula, as medidas foram motivadas por “ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.

Lula enfatizou que um dos pilares da democracia brasileira é a independência do Judiciário. “Qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia”, declarou.

Lula repudia sanções de Trump em pronunciamento: 'Interferência inaceitável'

O presidente também defendeu a atuação do país na regulação das plataformas digitais, argumentando que todas as atividades que impactam a democracia e a sociedade brasileira devem seguir normas. “A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”, destacou.

Lula defende soberania do Brasil

Sobre o impacto econômico das sanções, Lula foi enfático ao afirmar que o uso de justificativas políticas para medidas comerciais é “injustificável” e fere a soberania nacional. Segundo ele, o Brasil tem acumulado déficits comerciais com os EUA ao longo das últimas décadas, o que torna ainda mais grave a adoção de restrições às exportações brasileiras.

“O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação”, afirmou. Lula também garantiu que o governo já iniciou a avaliação dos impactos das medidas e trabalha na elaboração de ações para proteger trabalhadores, empresas e famílias brasileiras.

Ao encerrar sua fala, o presidente reforçou que o Brasil continuará exercendo uma política externa autônoma e integrada aos principais mercados globais, sem se submeter a pressões políticas que ameacem seus princípios democráticos e interesses nacionais.





Fonte: ICL Notícias

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