spot_imgspot_img
27.3 C
Manaus
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
spot_imgspot_img

Lula tenta preservar Embraer e alimentos de tarifaço


ouça este conteúdo

00:00 / 00:00

1x

Faltando apenas três dias para a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o governo Lula intensifica seus esforços diplomáticos para tentar barrar ou, ao menos, mitigar os efeitos da medida. O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, lidera as tratativas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, com foco na exclusão de itens sensíveis como alimentos e aeronaves da Embraer — ambas altamente dependentes do mercado norte-americano, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

O presidente Lula recebeu na segunda-feira (28) o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% aos produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, segundo informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reiterou que o Brasil não pretende sair da mesa de negociações e continuará a dar prioridade ao diálogo para tentar reverter a medida.

Formulado pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil, o plano de contingência agora está sob análise de Lula, que tomará uma decisão, caso os Estados Unidos não adiem a entrada em vigor da tarifa, prevista para a próxima sexta-feira (1º).

O Brasil é o maior fornecedor de suco de laranja e café aos Estados Unidos, com participação relevante na balança comercial bilateral. As negociações também buscam poupar as exportações da Embraer, cuja cadeia produtiva inclui insumos norte-americanos, argumento usado como tentativa de convencimento.

Crédito facilitado e preservação de empregos na proposta do governo Lula

Ainda sem uma resposta oficial do governo estadunidense, o Brasil corre contra o tempo. Haddad disse que o plano — que inclui propostas como crédito facilitado e preservação de empregos — depende do aval do presidente Lula. “O foco é negociar”, disse Haddad após reunião com o presidente ontem.

Ainda assim, o governo admite crescente dificuldade em obter qualquer avanço. “Todo dia ele [Alckmin] liga para alguém e ninguém quer conversar com ele”, afirmou Lula em evento recente.

Apesar do tom de frustração, o discurso oficial mantém a disposição para o diálogo, inclusive com envio de representantes como o chanceler Mauro Vieira e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, que está em missão nos EUA junto a uma comitiva de parlamentares.

Sem concessões na esfera política

Nos bastidores, fontes do governo reforçam que não haverá concessões em questões políticas ligadas à Justiça brasileira, especialmente sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro — citado por Trump como motivo para a imposição das tarifas. Em nota oficial, o Planalto reiterou que “a soberania do Brasil é inegociável”.

Internamente, Alckmin se reúne com representantes do agronegócio, indústria e exportadores para traçar estratégias de mitigação. Em paralelo, o governo monitora o interesse norte-americano em recursos minerais estratégicos brasileiros. Lula foi categórico: “Essas reservas pertencem ao povo brasileiro”.

Sem sinais de recuo por parte de Trump, a medida — se efetivada — poderá representar um dos maiores choques comerciais entre Brasil e EUA nas últimas décadas, em um momento em que o governo brasileiro busca reposicionar sua política externa e reforçar parcerias com o Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e outras economias emergentes.





Fonte: ICL Notícias

Cidades do ES vítimas de desastre de Mariana terão R$ 131 mi em saúde

O governo federal anunciou,...

Cidades do ES vítimas de desastre de Mariana terão R$ 131 mi em saúde

O governo federal anunciou,...

Beach club embargado da família Vorcaro realiza evento no pré-Carnaval da Bahia

Por Thiago Domenici – Agência Pública Uma festa realizada no último fim...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

Porcos geneticamente modificados agora podem ser consumidos

Animais são resistentes a doença que custa bilhões à indústria e não apresentam mudanças no sabor Compartilhe esta matéria A FDA (agência reguladora de alimentos...

Oito em cada dez municípios têm risco alto ou muito alto para sarampo

Ao menos 4.587 municípios foram classificados como em alto risco para sarampo, enquanto 225 foram categorizados como em risco muito alto, totalizando 86% das...