O presidente Lula (PT) viaja, nesta semana, à Índia para participar nesta quinta (19) da Cúpula Impacto da Inteligência Artificial, ao lado de outros 20 chefes de Estado e governo. Lula pretende reforçar o discurso da soberania e defesa do multilateralismo, além de assinar acordos sobre minerais críticos, governança digital e inteligência artificial.
Na Cúpula Impacto da Inteligência Artificial, estarão presentes o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, dentre outros líderes mundiais. No sábado (21), Lula faz reunião bilateral com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e anuncia ao menos 10 acordos bilaterais.
No próximo fim de semana, deve ser anunciada a Parceria Digital Brasil-Índia para o Futuro. A Parceria prevê um centro de excelência conjunto em infraestrutura pública, com colaboração em identidade digital, pagamentos digitais e compartilhamento de dados, e uma rede aberta de IA para ação climática em países em desenvolvimento. A informação é da Folha de S.Paulo.
O projeto também inclui cooperação em inteligência artificial, na adoção e desenvolvimento de grandes modelos de linguagem, além de parceria em semicondutores. Também serão anunciados acordos sobre governança de internet e inovação em IA com respeito a direitos autorais.

Outro acordo a ser lançado será um memorando de entendimento sobre minerais críticos. O Brasil se recusa a assinar tratados que exigem exclusividade no fornecimento. Também deve ser enfatizado o princípio de estimular o processamento em solo brasileiro, e não apenas o fornecimento das matérias primas.
A cooperação com um grande país do chamado “Sul Global” em minerais críticos e inteligência artificial faz parte da agenda do presidente Lula de combate à desigualdade. Na Índia, Lula deve reforçar a defesa da soberania do Brasil para estabelecer regulação das Big Techs.
O governo Trump vem ameaçando retaliar com tarifas a União Europeia por causa de suas leis de regulação de serviços digitais, IA e taxação de big tech. No Brasil, medidas do governo e do Supremo que atingem as Big Tech foram citadas como um dos motivos para a imposição do tarifaço de Trump, em julho do ano passado, e ainda são alvo da investigação da seção 301 do Escritório de Comércio da Casa Branca, que pode resultar em sanções.




