Lula viaja para encontro da Celac em busca de consenso latino-americano contra políticas de Trump – Mundo – CartaCapital



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta terça-feira 8 para Honduras, onde vai participar, já na quarta-feira 9, da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O objetivo da participação no evento é estreitar relações com lideranças regionais, de olho nos riscos trazidos pela gestão do norte-americano Donald Trump à região.

Ao olhar para países da América Latina, o republicano vem adotando uma postura centrada em dois compromissos básicos: deportar imigrantes latinos considerados ilegais pelo governo e aplicar tarifas alfandegárias. 

Na semana passada, por exemplo, quase todos os países da América do Sul tiveram seus produtos taxados em 10%, mas há exceções. A Venezuela, por exemplo, foi taxada em 15%, enquanto a Guiana terá que amargar uma tarifa de 38%. O México escapou da nova rodada tarifária de Trump, mas vários dos seus produtos já são taxados em 25%.

A disputa tarifária não está na pauta da reunião, já que o documento foi elaborado antes do anúncio feito por Trump, mas o tema deverá dominar as discussões, em especial nos encontros reservados entre os presidentes. 

A Celac foi fundada em 2010 e reúne 33 países da América Latina e do Caribe. Apesar da proposta de unir os países em torno de pautas comuns, a comunidade acabou se esvaziando nos últimos anos. O governo Jair Bolsonaro (PL) chegou a retirar o País da Celac, mas, ao voltar à Presidência, Lula reverteu a decisão.

Devem participar do encontro ainda os presidentes do México, Claudia Sheinbaum, da Colômbia, Gustavo Petro, da Bolívia, Luis Arce, do Uruguai, Yamandú Orsi, de Cuba, Miguel Diáz-Canel, entre outros, segundo o governo hondurenho, que organiza a Cúpula dessa semana.

A América Latina no comando da ONU

Lula vai chegar a Honduras para tratar também de uma proposta de construir consenso em torno do nome da região que vai disputar a secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2026. Na semana passada, a secretária de América Latina do Ministério das Relações Exteriores, Gisela Padovan, confirmou o interesse.

“Na nossa proposta [de declaração da Celac] existe um parágrafo sobre isso. Nunca houve uma mulher secretária-geral da ONU, nós temos candidatas de grande peso político, intelectual e de liderança. Não haveria razão para não ser, mas vamos trabalhar isso com a Celac”, disse Padovan. 

Para suceder o português António Guterres, atual secretário-geral das Nações Unidas, outros dois nomes latino-americanos têm ganhado força: o da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley.



Por: Carta Capital

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