A agressão norte-americana à Venezuela é desaprovada pela maioria dos usuários de redes sociais. Levantamento feito pelo especialista em monitoramento de redes sociais Pedro Barciela na primeiras horas depois do ataque de Donald Trump a Caracas aos estados de Miranda, Aragua e La Guaira mostra que os comentários negativos superam os positivos.
Na coleta, 30% dos comentários interpretam a captura de Nicolás Maduro como uma ação movida por petróleo e interesses econômicos, falando em “guerra por recursos”, controle energético e um suposto padrão de intervenções (com comparações a Iraque/Líbia/Afeganistão).
Já 22% enfatizam violação de soberania e intervenção externa, descrevendo o episódio como “invasão” ou “sequestro”, citando ONU/direito internacional, questionando quem autorizou e alertando para precedentes perigosos e riscos a civis.
Apenas 21% celebram como “libertação” e fim do regime, tratando como marco histórico e associando Maduro a autoritarismo e crise, com relatos de venezuelanos comemorando e debatendo o que vem depois. E 15% puxam o tema para a disputa política no Brasil, citando Lula, STF, bolsonarismo e Foro de SP para fazer paralelos e provocações.
12% levantam dúvidas sobre veracidade e dinâmica da operação, pedindo provas (conteúdos produzidos por IA aparecem) e discutindo/com medo dos riscos de escalada regional/global com possíveis retaliações e envolvimento de potências.




