Os mercados globais operam majoritariamente no campo positivo nesta quarta-feira (4), em meio à cautela dos investidores diante da divulgação de indicadores econômicos relevantes e da expectativa pelos resultados da Alphabet, controladora do Google. A projeção é de que a empresa registre crescimento de 15,5% na receita, somando US$ 111,37 bilhões, além de apresentar sinalizações sobre investimentos, demanda por serviços de nuvem e limitações de capacidade em inteligência artificial (IA).
No cenário político, a paralisação parcial do governo norte-americano foi encerrada após a sanção, pelo presidente Donald Trump, de um pacote de financiamento. Ainda assim, o shutdown impactou o calendário econômico, levando ao adiamento do relatório Jolts, que traz dados sobre vagas de emprego.
A agenda desta quarta-feira é intensa no Brasil, nos Estados Unidos e na zona do euro, com a divulgação do PMI de serviços de janeiro nas três regiões. No Brasil, também serão conhecidos o Fluxo Cambial semanal e o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), divulgados pelo Banco Central.
Nos EUA, os investidores acompanham os dados de emprego no setor privado, enquanto na Europa o foco recai sobre a inflação preliminar de janeiro da zona do euro, cuja expectativa é de alta de 1,7%.
No campo corporativo, a temporada de balanços segue em destaque. O Santander divulga seus resultados antes da abertura dos mercados, seguido pelo Itaú Unibanco ao longo do dia. No exterior, os números da Alphabet concentram as atenções e devem influenciar o humor dos mercados globais.
Brasil
O ingresso de capital estrangeiro voltou a direcionar o mercado brasileiro na terça-feira (3), favorecido pela rotação global de ativos e por dados macroeconômicos domésticos. Nesse ambiente, o Ibovespa encerrou o pregão com alta parruda de 1,58%, aos 185.674,43 pontos, um ganho de 2.881,03 pontos. Já o dólar recuou 0,15%, a R$ 5,250, após dois dias de altas.
No front doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a leitura de que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, dependerão da evolução dos dados econômicos. O documento destacou que a manutenção prolongada de juros elevados foi necessária para a convergência da inflação à meta.
Europa
Os mercados europeus operam em alta nesta quarta-feira, impulsionados pela expectativa de divulgação de novos balanços corporativos de grandes empresas, como Novartis, Santander, GSK, Infineon, Equinor, Crédit Agricole, Handelsbanken, Carlsberg e OMV. O otimismo é reforçado pelos resultados do UBS, que reportou lucro líquido no quarto trimestre acima das estimativas antes da abertura dos mercados.
No campo macroeconômico, os investidores aguardam os dados preliminares de inflação da zona do euro, divulgados hoje. Os números devem influenciar o sentimento do mercado às vésperas da decisão de juros do Banco Central Europeu. A autoridade monetária acompanha de perto, em especial, a trajetória do euro.
STOXX 600: 0,00%
DAX (Alemanha): +0,06%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,59%
CAC 40 (França): +0,57%
FTSE MIB (Itália): +0,50%
Estados Unidos
Os índices futuros operam sem direção única hoje, depois de terem fechado em queda generalizada na véspera. O índice S&P 500 perdeu cerca de 0,8%, enquanto o Nasdaq Composite, com forte presença de empresas de tecnologia, caiu para cerca de 0,8%. O índice Dow Jones caiu 1,4%.
Dow Jones Futuro: +0,16%
S&P 500 Futuro: +0,03%
Nasdaq Futuro: -0,14%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam com alta em sua maioria, contrariando as perdas de Wall Street. A exceção foi o índice Nikkei 225, do Japão, que caiu 0,78%, pressionado pelas ações de tecnologia.
Shanghai SE (China), +0,85%
Nikkei (Japão): -0,78%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,05%
Nifty 50 (Índia): +0,21%
ASX 200 (Austrália): +0,80%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em alta pelo segundo dia consecutivo, com o ressurgimento das tensões geopolíticas após os EUA abaterem um drone iraniano próximo a um porta-aviões norte-americano no Mar Arábico.
Petróleo WTI, +0,36%, a US$ 63,44 o barril
Petróleo Brent, +0,25%, a US$ 67,50 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados do emprego privado (ADP) de janeiro, e o PMI e o ISM de serviços (final), também de janeiro.
Na zona do euro, são aguardados o PMI de serviços (final) de janeiro, a inflação (preliminar) de janeiro e o índice de preços ao produtor de dezembro.
Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar a indicação dos nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para diretorias do Banco Central. Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, seria indicado para a Diretoria de Política Econômica do BC, enquanto Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), ficaria com a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg




