Os contratos futuros de Wall Street operam em alta nesta segunda-feira (15), em movimento de recuperação após a forte liquidação registrada na sexta-feira passada. As perdas recentes foram motivadas por preocupações com os balanços das grandes empresas de tecnologia e com o volume elevado de investimentos em inteligência artificial.
Além disso, os investidores acompanham atentamente uma agenda carregada de indicadores econômicos nos Estados Unidos ao longo da semana. Entre os destaques estão os dados de emprego não agrícola (payroll) de novembro e as vendas no varejo de outubro, previstos para terça-feira. Esses números haviam sido adiados por conta da paralisação do governo americano. Já o índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro será divulgado na quinta-feira.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (12) em alta de 0,99%, aos 160.766 pontos, impulsionado pelo desempenho de Banco do Brasil, Petrobras e Vale. Já o dólar à vista subiu 0,12%, a R$ 5,4108, mas acumulou queda semanal de 0,39% frente ao real.
No exterior, investidores acompanharam declarações divergentes de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, que reforçaram a incerteza sobre o ritmo de cortes de juros nos EUA. Enquanto Anna Paulson destacou preocupação com a desaceleração do mercado de trabalho e Austan Goolsbee se mostrou otimista sobre reduções mais intensas no próximo ano, Beth Hammack defendeu cautela monetária — movimento relevante em um momento de possível recomposição do Fed, com o fim do mandato de Jerome Powell em maio.
A busca global por risco beneficiou emergentes nesta sessão, contrastando com a fraqueza de ações de tecnologia que pressionou Wall Street. No Brasil, os dados de serviços reforçaram o viés positivo: o setor avançou 0,3% em outubro, acumulando nove meses de alta.
Estados Unidos
No mercado de Treasuries, o debate sobre a extensão dos cortes de juros pelo Federal Reserve tende a se intensificar com a divulgação de novos dados econômicos. A expectativa é que a bateria de indicadores ajude a reduzir o vazio de informações causado pela paralisação do governo, oferecendo mais clareza sobre os rumos da política monetária. No início de janeiro, novos números do mercado de trabalho devem reforçar ainda mais o fluxo de informações para os investidores.
Desempenho dos índices futuros em Nova York:
Dow Jones Futuro: +0,31%
S&P 500 Futuro: +0,22%
Nasdaq Futuro: +0,12%
Ásia-Pacífico
Os mercados asiáticos encerraram o pregão em queda, pressionados pela divulgação de dados econômicos abaixo do esperado na China. As vendas no varejo cresceram 1,3% em novembro na comparação anual, bem abaixo da projeção de 2,8% e desacelerando em relação ao avanço de 2,9% registrado em outubro. A produção industrial também decepcionou, com alta de 4,8%, inferior tanto ao resultado do mês anterior quanto às expectativas do mercado.
Principais índices da região:
Shanghai SE (China): -0,55%
Nikkei (Japão): -1,31%
Hang Seng (Hong Kong): -1,34%
Nifty 50 (Índia): -0,06%
ASX 200 (Austrália): -0,72%
Europa
Na Europa, as bolsas operam em terreno positivo no início de uma semana decisiva para a política monetária. O Banco Central Europeu anuncia sua decisão sobre juros na quinta-feira, com expectativa de manutenção da taxa em 2%. Outros bancos centrais importantes da região, como o Banco da Inglaterra, o Riksbank e o Norges Bank, também realizam suas últimas reuniões de política monetária de 2025 nos próximos dias.
Desempenho dos índices europeus:
STOXX 600: +0,40%
DAX (Alemanha): +0,34%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,49%
CAC 40 (França): +0,46%
FTSE MIB (Itália): +0,74%
Petróleo
Os preços do petróleo avançam, impulsionados por sinais de melhora na demanda chinesa, embora as preocupações com o excesso de oferta global ainda limitem ganhos mais expressivos.
Petróleo WTI: +0,21%, a US$ 57,56 o barril
Agenda
A sessão desta segunda-feira (15) é marcada por uma agenda intensa de indicadores econômicos, com destaque para a divulgação do IBC-Br, às 9h. Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador deve mostrar retração de 0,3% em outubro na comparação mensal, segundo as projeções do mercado.
Mais cedo, às 8h, a Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-10 de dezembro, com expectativa de alta de 0,12%, além da Sondagem do Mercado de Trabalho referente a novembro. Na sequência, às 8h25, o Banco Central publica o Relatório Focus, que reúne as estimativas dos analistas para inflação, juros, câmbio e crescimento da economia brasileira.
No período da tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apresenta os números semanais da balança comercial. No exterior, a agenda começa logo cedo, às 7h, com os dados de produção industrial da zona do euro referentes a outubro. Mais tarde, às 10h30, os investidores acompanham o Índice Empire Manufacturing, que traz um retrato da atividade industrial nos Estados Unidos em dezembro.
Para os próximos dias, o mercado segue atento à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na terça-feira, e ao Relatório de Política Monetária, na quinta-feira. Neste último caso, a divulgação será acompanhada de entrevista coletiva com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.




