Os mercados globais operam com liquidez reduzida nesta quarta-feira (24), véspera do Natal, em um pregão marcado por cautela, baixa volatilidade e ausência de direção única. No Brasil, a B3 não terá negociações hoje e permanece fechada também na quinta-feira (25), retomando as operações apenas na sexta-feira (26).
Na Europa, as bolsas iniciaram o dia sem ímpeto e com dificuldade de firmar tendência, refletindo o esvaziamento gradual do mercado típico do fim de ano. Em Frankfurt e Milão, as bolsas já encerraram suas atividades nesta quarta-feira, enquanto as demais praças operam em horário reduzido.
Por volta das 6h18 (horário de Brasília), o índice Stoxx 600 avançava 0,05%, aos 589,05 pontos, estendendo os ganhos da sessão anterior, quando renovou tanto o recorde de fechamento quanto o de máxima intradiária.
Os setores também refletiam esse ambiente de cautela. O subíndice de recursos básicos operava praticamente estável, mesmo diante de novos recordes nos preços de commodities metálicas. Já o setor de energia subia 0,27%, apoiado pelo leve avanço do petróleo, impulsionado por tensões geopolíticas, incluindo novos ataques à infraestrutura energética no conflito entre Rússia e Ucrânia.
No campo político, o Parlamento francês aprovou um orçamento emergencial apresentado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, com o objetivo de estender o orçamento atual até 2026 e evitar um shutdown (paralisação) enquanto o governo elabora um novo plano fiscal para o próximo ano.
A Bolsa de Londres cai nesta manhã, enquanto a de Paris avança. A de Madri também subia e a Lisboa caía, em um movimento que reforça o cenário de negociações pontuais e volumes reduzidos.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam próximos da estabilidade, refletindo a ausência de indicadores relevantes e o fechamento antecipado das bolsas em Nova York. O cenário global segue, assim, dominado pela cautela e pela baixa participação dos investidores, à espera da retomada gradual da liquidez após o feriado de Natal.
Brasil
O Ibovespa fechou com alta expressiva na terça-feira (23), um avanço de 1,46%, aos 160.455,83 pontos, revertendo as perdas da véspera. O movimento refletiu a combinação de um ambiente externo mais favorável e menor volatilidade no noticiário político doméstico, além da divulgação da prévia da inflação (IPCA-15) menor que o esperado.
O IPCA-15 subiu 0,25% em dezembro, levemente abaixo da expectativa do mercado (0,27%), reforçando a leitura de desaceleração gradual dos preços. No exterior, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos cresceu 4,3% no terceiro trimestre de 2025, acima das projeções, fortalecendo a tese de “soft landing” e influenciando expectativas mais benignas para os juros do Federal Reserve, o banco central estadunidense.




