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Os mercados globais operam majoritariamente em baixa, nesta manhã de terça-feira (22), com os investidores atentos ao discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) Jerome Powell, às 9h30 (horário de Brasília), em meio a críticas crescentes do governo Trump.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, sugeriu na véspera uma revisão das operações “não monetárias” do banco central, incluindo a reforma de sua sede.
Mesmo com as tensões, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes na segunda-feira. A incerteza sobre um possível fracasso nas negociações comerciais entre EUA e União Europeia, antes do prazo de 1º de agosto imposto por Trump, também pesa sobre os mercados.
No Brasil, investidores monitoram a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo, importante termômetro da política fiscal. No radar corporativo, a Vale (VALE3) e a Neoenergia (NEOE3) divulgam seus números do segundo trimestre após o fechamento do mercado.
Brasil
O Ibovespa fechou a segunda-feira (21) com alta de 0,59%, aos 134.166,72 pontos, recuperando parte das perdas da semana anterior. O avanço foi puxado pelo salto de mais de 2% no minério de ferro, após o anúncio da construção da maior usina hidrelétrica do mundo na China e margens sólidas nas siderúrgicas locais.
O dólar, por sua vez, fechou com queda de 0,40%, aos R$ 5,5651. No ano, a divisa acumula baixa de 9,94%.
A Vale (VALE3) subiu 2,73%, a R$ 56,05, e puxou o índice, acompanhada por CSN Mineração (CMIN3), que avançou 4,76%, Gerdau (GGBR4) com alta de 3,17% e Usiminas (USIM5), com 2,30%.
Europa
As bolsas europeias estão em alerta após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar tarifa de 30% sobre produtos da União Europeia a partir de 1º de agosto. Bruxelas tenta fechar um acordo antes do prazo, mas as negociações seguem indefinidas. Autoridades europeias cogitam retaliações. Enquanto isso, empresas como SAP, UniCredit e Julius Baer se preparam para divulgar seus relatórios.
STOXX 600: -0,37%
DAX (Alemanha): -0,63%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,05%
CAC 40 (França): -0,46%
FTSE MIB (Itália): -0,25%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA operam em baixa, em sua maioria, com os agentes à espera de fala de Jerome Powell e balanços da Philip Morris International, Coca-Cola e Lockheed Martin.
Dow Jones Futuro: +0,04%
S&P 500 Futuro: -0,04%
Nasdaq Futuro: -0,14%
Ásia
As ações da Ásia-Pacífico tiveram desempenho misto nesta terça, com destaque para a alta do mercado japonês após feriado. A subida ocorreu apesar da derrota parcial da coalizão governista nas eleições. Investidores acompanham os lucros corporativos em Wall Street. Dois dos três principais índices dos EUA bateram recordes, apesar das tensões tarifárias.
Shanghai SE (China), +0,62%
Nikkei (Japão): -0,11%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,40%
Nifty 50 (Índia): -0,21%
ASX 200 (Austrália): +0,10%
Petróleo
Os preços do petróleo operam no vermelho, uma vez que preocupações de que a guerra comercial entre os principais consumidores de petróleo, os EUA e a União Europeia, irá restringir o crescimento da demanda por combustível.
Petróleo WTI, -1,19%, a US$ 66,40 o barril
Petróleo Brent, -0,77%, a US$ 68,68 o barril
Agenda
Nos EUA, o destaque do dia é a fala do presidente do Fed, Jerome Powell.
Por aqui, no Brasil, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reuniu-se na segunda-feira (21) com representantes de big techs para discutir o tarifaço que o governo de Donald Trump pretende impor às importações brasileiras para os Estados Unidos. Ao sair do Palácio do Planalto, o presidente em exercício afirmou que a reunião foi bem sucedida e abriu caminho para um diálogo. Alckmin, no entanto, negou que a taxação das big techs, apontada como uma possível retaliação do Brasil em caso de elevação de tarifa, tenha sido mencionada.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg
Fonte: ICL Notícias




