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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Mercados oscilam com tarifas de Trump


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Os mercados operam sem direção única, nesta terça-feira (8), em meio ao alívio parcial nas tensões comerciais provocadas por Donald Trump. Após anunciar tarifas de até 40% a partir de 1º de agosto contra 14 países — incluindo Japão, Coreia do Sul e membros do Brics —, o presidente dos Estados Unidos sinalizou abertura ao diálogo, o que sustenta apostas de um acordo.

A cautela, no entanto, segue no radar dos investidores. Na véspera, os mercados reagiram negativamente à ameaça de sobretaxas. A expectativa é de que medidas desse tipo pressionem a inflação global e influenciem a condução da política monetária pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Além do cenário externo, agentes acompanham nesta terça-feira dados econômicos que podem indicar o ritmo da atividade. No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga as vendas do varejo às 9h. Nos EUA, o relatório de estoques de petróleo da EIA sai às 17h30.

No campo político, o presidente Lula (PT) recebe o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no Palácio da Alvorada, com cerimônia às 10h e reunião bilateral às 10h30.

Brasil

O Ibovespa iniciou a semana em forte queda, despencando 1,26% na segunda-feira (7), aos 139.489,70 pontos, no pior desempenho desde 21 de maio. A retração de 1.773,86 pontos refletiu o aumento da aversão ao risco global, alimentada por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que reacendeu temores de uma nova guerra comercial.

O real também perdeu força, com o dólar comercial subindo 0,99%, a R$ 5,478, enquanto os juros futuros (DIs) avançaram por toda a curva. Nem mesmo a deflação de 1,80% no IGP-DI de junho e a sexta queda consecutiva nas projeções de inflação do Boletim Focus foram capazes de sustentar o mercado.

No epicentro da tensão, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre importações do Japão e Coreia do Sul a partir de agosto, além de ameaçar taxar em 10% os países do Brics por “políticas antiamericanas” não especificadas. O Brasil reagiu dizendo que a ameaça comprova a relevância do bloco, enquanto a China criticou o uso de tarifas como forma de coerção.

Europa

As bolsas europeias operam de forma mista nesta terça-feira, com foco nas negociações entre União Europeia e Estados Unidos. A esperada carta da Casa Branca sobre novas tarifas não deve ser enviada hoje, segundo fonte europeia. A ausência do documento abre espaço para avanços diplomáticos nos próximos dias.

STOXX 600: -0,09%
DAX (Alemanha): +0,15%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,01%
CAC 40 (França): -0,12%
FTSE MIB (Itália): 0,00%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York operam sem direção única, depois que o presidente Donald Trump ameaçou impor uma tarifa adicional de 10% aos países que, segundo ele, se alinham com as “políticas antiamericanas” do Brics — grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, originalmente. Ainda assim, investidores seguem confiantes de que o pior das medidas comerciais já ficou para trás.

Dow Jones Futuro: -0,07%
S&P 500 Futuro: +0,10%
Nasdaq Futuro: +0,27%

Ásia

Os mercados da asiáticos encerraram o pregão em alta, apesar das novas ameaças tarifárias de Donald Trump. O presidente dos EUA anunciou tarifas de até 36% sobre exportações de 14 países, incluindo Japão, Coreia do Sul e Indonésia. As medidas devem entrar em vigor em 1º de agosto, segundo cartas publicadas no Truth Social.

Shanghai SE (China), +0,70%
Nikkei (Japão): +0,26%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,09%
Kospi (Coreia do Sul): +1,81%
ASX 200 (Austrália): +0,02%

Petróleo

Os preços do petróleo recuam após subirem quase 2% na sessão anterior, enquanto os investidores avaliavam novos desenvolvimentos nas tarifas dos EUA e um aumento de produção da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados) maior do que o esperado para agosto.

Petróleo WTI, -0,69%, a US$ 67,46 o barril
Petróleo Brent, -0,46%, a US$ 69,26 o barril

Agenda

Nos EUA, o relatório de estoques de petróleo da EIA sai às 17h30.

Por aqui, no Brasil, cerca de 2,27 milhões de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) poderão receber de volta valores descontados indevidamente por associações e sindicatos, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. Eles fazem parte dos que contestaram os débitos e não obtiveram resposta no prazo, o que permite o ressarcimento administrativo. Os pagamentos devem começar em 24 de julho, diretamente na conta dos segurados. O acordo foi homologado pelo ministro Dias Toffoli (STF), que suspendeu ações judiciais sobre o tema. Quem aderir ao acordo não poderá pedir indenização por danos morais ao INSS.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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