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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Mercados se aproximam do fim de 2025 com fortes ganhos


O mercado financeiro global entra nos últimos pregões de 2025 em ritmo de encerramento positivo, mas sob um ambiente de menor liquidez e crescente cautela. No Brasil, o Ibovespa acumula valorização próxima de 35% no ano, enquanto o dólar registra queda de cerca de 10% frente ao real, consolidando um período favorável para os ativos de risco domésticos. A principal incógnita, agora, é se esse desempenho poderá se estender para 2026.

Apesar de uma agenda relevante antes da virada do ano — com destaque para a ata da reunião de dezembro do Federal Reserve, o banco central estadunidense, e a divulgação da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) —, o volume de negócios segue reduzido. A tendência se intensifica no mercado local, que não terá pregão na quarta-feira (31), enquanto as bolsas de Nova York operam normalmente.

Nos Estados Unidos, o mercado acionário caminha para mais um ano de ganhos robustos. A três sessões do fim de 2025, o S&P 500 se aproxima de um terceiro ano consecutivo com retorno próximo de 20%, desempenho observado pela última vez no período que antecedeu o estouro da bolha da internet, no início dos anos 2000. A comparação histórica alimenta alertas sobre eventuais excessos, sobretudo diante dos elevados investimentos em inteligência artificial e da necessidade de sustentação dos fundamentos econômicos.

Na Europa, as bolsas operam sem direção definida, em um contexto de baixa liquidez entre os feriados. Ações do setor de defesa lideram as perdas após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que ainda não há prazo para um acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, mesmo após conversas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Papéis de empresas como Leonardo, Rheinmetall, Hensoldt e Saab registram quedas relevantes.

Ao longo da manhã, os principais índices europeus oscilam levemente, refletindo a cautela dos investidores. Londres opera próxima da estabilidade, enquanto Paris, Frankfurt, Milão e Lisboa registram leves recuos. Madri avança marginalmente.

Indicadores econômicos

No Brasil e no exterior, a última semana do ano deve ser marcada por acompanhamento atento de indicadores econômicos. Nos Estados Unidos, dados do mercado imobiliário e dos estoques de energia podem provocar volatilidade pontual, especialmente nos preços do petróleo. No cenário doméstico, o foco recai sobre a divulgação do resultado primário do Governo Central, do IGP-M, da sondagem da indústria e do Relatório Focus, além dos números do mercado de trabalho.

Nos mercados globais, o petróleo opera em alta, sustentado pela incerteza em torno das negociações geopolíticas. Os futuros de Nova York apontam leve queda, as bolsas europeias operam no vermelho e os mercados asiáticos encerram o dia sem direção única. Entre as commodities, o minério de ferro sobe com força em Dalian, enquanto o ouro recua, negociado abaixo de US$ 4,5 mil por onça.

Brasil

O mercado financeiro reagiu com indiferença ao aval do ex-presidente Jair Bolsonaro à pré-candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), anunciado em pleno feriado de Natal e em um pregão de liquidez reduzida. O Ibovespa encerrou a sessão da sexta-feira (26) com alta discreta de 0,27%, aos 160.896 pontos, enquanto o dólar avançou 0,25%, cotado a R$ 5,5451.

O índice chegou a operar em queda após a repercussão do anúncio, mas se recuperou ao longo do dia, revertendo parte das perdas acumuladas desde a revelação da pré-candidatura, quando o Ibovespa registrou sua maior queda em cinco anos. Ações de peso ajudaram na estabilização: Petrobras e Vale inverteram o sinal negativo e fecharam em leve alta.

Agenda

Nos EUA, os investidores acompanham com atenção o encontro de Donald Trump (EUA) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Flórida.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) sancionou na sexta-feira o projeto de lei que corta benefícios fiscais em 10% e amplia a tributação sobre bets, fintechs e JCP (Juros sobre Capital Próprio) a partir de 2026. Lula vetou, por outro lado, uma proposta embutida no projeto para facilitar a reciclagem de verbas do orçamento secreto. A inclusão do dispositivo foi derrubada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após questionamentos da Rede e do PSOL. O projeto deve gerar uma arrecadação de R$ 22,45 bilhões em 2026. A tributação sobre as bets subirá de 12% para 15%, de forma escalonada até 2028. A alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) para fintech, que hoje é de 9%, vai subir até 15% no mesmo período.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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