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Misterioso fóssil de 444 milhões de anos intriga cientistas


O fóssil apresenta tecidos moles, como músculos, tendões e até órgãos digestivos, praticamente intactos, o que é bastante incomum

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Imagem: Universidade de Leicester

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Um novo estudo descreve um fóssil de 444 milhões de anos com tecidos moles notavelmente intactos, como músculos, tendões e até órgãos digestivos. O que mais chamou a atenção dos cientistas foi o estado de conservação, embora as penas e a cabeça estejam faltando.

A espécie foi considerada um artrópode antigo, grupo do qual também fazem parte os camarões, aranhas e insetos. Foram 25 anos de análises sobre os ossos, que foram apelidados de Sue e receberam o nome científico de Keurbos susanae. 

Condições do fóssil são praticamente únicas

  • Os artrópodes têm uma longa e bem documentada história fóssil, abrangendo mais de 500 milhões de anos.
  • Os especialistas geralmente estudam a forma externa do animal porque a casca externa dura é o que fossiliza.
  • No entanto, tudo foi diferente com Sue.
  • O fóssil preserva os tecidos moles internos do animal, como músculos, tendões e vísceras.
  • Essa preservação única é uma mina de ouro científica, mas também um grande desafio para os pesquisadores.
  • As descobertas foram divulgadas pela Universidade de Leicester.

Leia mais

Animal antigo ainda está envolto em mistérios

O fóssil foi descoberto no xisto de Soom, uma formação rochosa sedimentar composta de lodos e argilas ao norte da Cidade do Cabo, na África do Sul. Essas camadas de rocha, formadas em um antigo fundo do mar há mais de 440 milhões de anos, fornecem informações sobre o passado da Terra.

Este período coincidiu com um grande evento de glaciação que desencadeou uma das “cinco grandes” extinções em massa do nosso planeta. O evento de extinção Ordoviciano-Siluriano levou à extinção de quase 85% de todos os organismos vivos.

Professora Sarah Gabbott, uma das responsáveis pelo estudo, no local onde o fóssil foi descoberto (Imagem: Universidade de Leicester)

A antiga bacia marinha onde este artrópode viveu ofereceu um refúgio, permitindo que uma comunidade diversificada de animais marinhos sobrevivesse. Os sedimentos onde Sue foi fossilizada eram extremamente ásperos, sem oxigênio e contendo altos níveis de sulfeto de hidrogênio tóxico.

Os pesquisadores acreditam que esse ambiente único contribuiu para a preservação incomum dos tecidos moles do fóssil por meio de um processo químico ainda desconhecido. Apesar de todas as descobertas, ainda é difícil determinar a posição precisa do animal na história evolutiva.


Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital




Fonte:
Olhar Digital

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