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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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monopólio nas buscas pode se repetir na IA


Audiência nos EUA reacende debate sobre o poder da big tech, agora com foco no chatbot Gemini e no futuro da IA

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(Imagem: Gguy/Shutterstock)

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O Google está novamente no centro de um embate com o governo dos Estados Unidos, desta vez não apenas por seu monopólio nas buscas online, mas também por seu potencial domínio no emergente mercado de inteligência artificial (IA), como explica o New York Times.

Em uma audiência recente em Washington, o Departamento de Justiça argumentou que a gigante da tecnologia pode repetir no setor de IA as mesmas práticas anticompetitivas adotadas nas buscas — onde foi considerada monopolista em 2024.

A preocupação central é que o Google use sua liderança atual para expandir a presença do Gemini, seu chatbot de IA, de forma a limitar o espaço para rivais.

Durante a audiência, executivos da OpenAI e da startup Perplexity afirmaram que os acordos comerciais do Google com fabricantes e operadoras dificultam o acesso ao mercado para produtos concorrentes.

Em um dos casos, a Perplexity não conseguiu firmar uma parceria com uma operadora porque ela já estava vinculada contratualmente ao Google.

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Google é acusado de tentar repetir estratégias anticompetitivas com o Gemini, seu chatbot de inteligência artificial – Imagem: jackpress / Shutterstock.c

Leia mais:

Google nega estar criando um monopólio

  • O CEO Sundar Pichai, em depoimento de 90 minutos, reconheceu o momento dinâmico do setor e afirmou que há muitos concorrentes fortes, como o ChatGPT, da OpenAI.
  • O Google defende que o mercado de IA está competitivo e que os consumidores têm várias opções.
  • Citando o próprio sucesso do ChatGPT, os advogados da empresa afirmam que não há necessidade de intervenção judicial.

Chrome em uma nova empresa

Já o governo pede medidas corretivas ambiciosas, como forçar o Google a vender o navegador Chrome e compartilhar dados de buscas e publicidade com concorrentes, para garantir uma concorrência justa no setor de IA.

Segundo os promotores, o objetivo não é apenas corrigir abusos passados, mas evitar que o Google consolide um novo monopólio tecnológico.

A decisão do juiz Amit Mehta poderá ter efeitos profundos no futuro da tecnologia. Ela determinará se o Google terá liberdade para seguir liderando o desenvolvimento da IA nos moldes atuais ou se terá de abrir espaço para rivais em um dos setores mais estratégicos da economia digital.

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Após ser o Google condenado por monopólio nas buscas, o Departamento de Justiça dos EUA teme que práticas semelhantes ocorram no setor de IA – Imagem: bluestork/Shutterstock


Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.




Fonte: Olhar Digital

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